5 coisas que você precisa saber sobre Costume Internacional

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5 coisas que você precisa saber sobre Costume Internacional

Conceito. Costume internacional é “uma prática geral aceita como sendo o direito”, conforme define o art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça.

Elementos. É possível extrair do conceito convencional que o costume possui dois elementos: (a) material ou objetivo (“inveterada consuetudo”), que é a prática, entendida como a repetição de certo modo de proceder; e (b) subjetivo ou psicológico (“opinio juris”), que é a convicção que assim se procede por ser o direito.

Uso. Costume não se confunde com uso, que apenas tem o elemento material, ou seja, é uma prática reiterada desacompanhada da convicção de que é juridicamente obrigatória.

Fundamento. Existem duas correntes que tentam justificar a obrigatoriedade do costume (e de qualquer outra norma internacional): (a) voluntarista ou consensualista, segundo a qual os Estados vinculam-se aos costumes em razão do seu consentimento; e (b) objetivista, para a qual o costume configura uma regra objetiva, exterior e superior às vontades estatais. Há, atualmente, uma tendência da doutrina mais moderna em filiar-se à corrente objetivista.

Teoria do objetor persistente. Sustenta que não estaria obrigada ao cumprimento do costume a pessoa internacional que provar que persistentemente e inequivocadamente se opôs ao seu conteúdo desde a sua formação. Esta teoria já foi adotada pela CIJ no caso das Pescarias (1951), no entanto, a doutrina atual tende a rejeitá-la devido ao seu cunho voluntarista.

Por Anderson Silva (Juiz Federal  TRF2) 

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