TSE irá averiguar proliferação de fake news

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TSE irá averiguar proliferação de fake news

O presidente do TSE, ministro Luiz Fux, informou nesta terça-feira, 27, que a Corte irá abrir procedimento junto ao MPE para averiguar possíveis irregularidades apontadas em estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e pela USP, sobre a proliferação de fake news na internet. Em pesquisas sobre o tema, as instituições identificaram o nome de entidades que produzem notícias falsas, inclusive, com a utilização de robôs.

Com base nos estudos, o MPE deve instaurar procedimento preparatório eleitoral – PPE para reunir informações e apurar a prática de abusos na produção de notícias. Segundo o ministro Fux, o procedimento deverá ser feito com auxílio da Polícia Federal, das instituições acadêmicas e de empresas líderes no segmento de marketing eleitoral.

De acordo com o estudo da FGV, durante as eleições de 2014, foram utilizados robôs para a disseminação de material de campanha. Os aparelhos teriam sido usados por três candidatos à presidência da República. Já um levantamento feito por uma associação com base no estudo da USP identificou os maiores sites de notícias do Brasil que disseminam informações falsas, não checadas ou boatos pela internet.

Em dezembro, o TSE criou – junto com membros do governo, do exército, do MPF, e outras autoridades – o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições para apurar a criação e a proliferação de fake news relacionadas ao processo eleitoral. A instauração do PPE é a primeira ação do Tribunal no âmbito das atividades do grupo.

Estudo da FGV apontou o uso de robôs nas eleições de 2014 por três candidatos à Presidência da República. A análise revela indícios de presença de robôs de origem russa na disseminação de material de campanha.

Em outra frente, o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP, por meio de seu projeto “Monitor do debate político no meio digital”, que busca mapear, mensurar e analisar o ecossistema de debate político no meio digital, tem logrado resultados que podem auxiliar a Justiça Eleitoral quanto ao caminho percorrido pelas notícias veiculadas na imprensa oficial e “o número de compartilhamentos e comentários de cada matéria, por veículo e por categoria agregada”, conforme descrevem em seu perfil no Facebook.

O presidente do TSE também decidiu convidar a representação brasileira da empresa Cambridge Analytica para prestar esclarecimentos ao Conselho sobre sua atuação no Brasil. Recentemente, a empresa viu-se envolvida em denúncia por fazer uso de dados privados de 50 milhões de usuários do Facebook, sem autorização, para fins políticos durante a campanha presidencial de Donald Trump, em 2016.

O uso de notícias falsas gera preocupação para as próximas eleições e o TSE tem mapeado os principais problemas, com ajuda dos membros do Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, formado por representantes da Justiça Eleitoral, Governo Federal, Exército Brasileiro, Polícia Federal, Ministério Público Eleitoral, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Comitê Gestor da Internet, além de acadêmicos e representantes da sociedade civil organizada.

Acesse o link do estudo “Robos, Redes Sociais e Política no Brasil”, da FGV: https://goo.gl/eQhVE5

Atualização

A versão original deste texto, publicada às 23h45 do dia 27/03, fazia menção a um estudo atribuído à Universidade de São Paulo (USP) que teve sua origem contestada. O texto foi atualizado na tarde do dia 29/03, após a exclusão dessa referência e inclusão do nome correto do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP, para onde será destinado o ofício do MPE, assim que aberto o procedimento.

 


 


Fonte: TSE

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