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“Não Tenha Medo de Recomeçar”: A Trajetória de Lunara Rumo à Defensoria Pública

Juntos por toda a jornada. Pela mão até a aprovação!

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Lunara Rocha,

“Não Tenha Medo de Recomeçar”: A Trajetória de Lunara Rumo à Defensoria Pública

A história inspiradora de Lunara Rocha

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  • Quando a faculdade termina 
  • A pandemia e o peso da culpa
  • Provas e a lição mais dura
  • A aprovação em Minas Gerais
  • O método de estudo: o que funcionou e o que não funcionou
    • O que funcionou:
    • O que não funcionou:
  • A escolha que mudou tudo
  • A frase que inspira

Quando a faculdade termina 

“Entrei na faculdade já com a ideia de fazer concurso público.”

Assim começa a história de Lunara Rocha, aprovada na Defensoria Pública de Minas Gerais, que compartilhou com João Mendes os desafios, recomeços e aprendizados de sua jornada até a aprovação em um dos concursos mais desafiadores do país.

Lunara terminou a faculdade no final de 2017 e, como tantos outros concurseiros, ficou perdida. 

Começou a estudar em casa, pegando materiais da faculdade e procurando cursinhos preparatórios. Mas a organização não veio de imediato.

“Nesse caminho, eu acho que eu fui para vários lados. Uma hora eu queria fazer videoaula, outra hora eu queria estudar por material escrito, outra hora eu queria fazer meu próprio material do zero. Então foi assim, foi uma trajetória muito confusa até eu encontrar como funcionaria para mim.”

Durante a faculdade, ela fez estágios na Defensoria Pública da União e no TJ, sempre em órgãos públicos. 

Mas uma coisa ela deixa clara: saber o que quer fazer não significa saber como chegar lá.

“Eu acho que a gente não tem noção na faculdade e eu acho que se tivesse seria até um caminho mais fácil quando você já desde a faculdade tem uma ideia do que é o concurso público, de como é o concurso público realmente.”

 

A pandemia e o peso da culpa

Lunara enfrentou um dos períodos mais difíceis da sua preparação durante a pandemia. 

Enquanto algumas pessoas conseguiram manter o foco e passar rapidamente, ela não conseguiu render.

“Eu sentava para estudar, para mim não fazia sentido, não sabia o que ia acontecer depois. E aí eu acho que foi um momento de pausa ali, esses dois anos de pandemia, pelo menos eu não conseguia render, eu acho que ficou tudo para lá.”

Ela trabalhava de casa, tinha mais tempo teoricamente disponível, mas a angústia do momento a paralisou. E com a paralisação veio algo ainda mais pesado: a culpa.

“Eu me sentia culpada porque foi um período que eu trabalhava de casa, então teoricamente eu tinha mais tempo, a gente tinha que ficar em casa o tempo inteiro. E eu tinha como um tempo perdido, um tempo que eu podia ter avançado e que eu não consegui.”

Mas foi justamente nesse momento que Lunara aprendeu uma das lições mais importantes da jornada:

“Então eu acho que a gente tem que se livrar da culpa. A gente faz o que a gente pode no momento que a gente pode. Não é por óbvio, não é sentar e esperar que as coisas caiam do céu, mas vão ter momentos que a gente não vai conseguir, a gente não vai conseguir sentar e estudar.”

Ela explica que carregar essa culpa só aumenta o tempo de paralisia:

“Eu acho que a gente se culpa muito e a gente se cobra muito e tem que ter esse carinho com a gente de que às vezes é necessário você parar e você vai voltar muito melhor. Porque até falando mentalmente, muitas vezes se você não tem essa pausa que seu corpo está pedindo, a pausa depois pode ser muito maior”

O que fez Lunara voltar a estudar após a pandemia foi simples: a convicção de que aquilo era o que ela queria para sua vida.

“O fato de ser o que eu queria para minha vida, de não me ver advogando, de não me ver dentro de um escritório, é que me fazia conseguir retornar.”

E quando voltou, ela decidiu olhar para frente:

“Era dessa forma que eu encarava mesmo. Eu tentava esquecer, já foi, não tem o que fazer. Não adianta eu ficar, ‘ai que pena, porque eu não estudei nessa época. Ai, que triste, devia ter estudado’. O tempo não volta. E quanto mais tempo você fica se culpando e não conseguindo retornar, mais tempo você perde.”

 

Provas e a lição mais dura

Lunara se define como “a louca das provas”. 

Fazia todos os concursos que conseguia: TJ, Defensoria, MP quando era no Rio. Ia de ônibus, pedia ajuda para pagar inscrições, e seguia fazendo.

Para ela, fazer prova era fundamental:

“Fazer prova é diferente. Eu falo que tem duas situações quando você faz a prova. Uma que você sai de lá humilhada, arrasada, tipo, ‘meu Deus, fui muito mal, o que que eu tô fazendo com a minha vida?’ E a outra que você sai de lá pensando assim: ‘Meu Deus, fui muito humilhada, vou estudar para não ser tão humilhada na próxima’.”

Lunara começou a ir bem nas Defensorias. Fez a prova do Rio em 2023 e passou pela primeira fase. No primeiro dia da segunda fase foi bem, no segundo dia também. Mas no terceiro dia aconteceu o impensável:

“No terceiro dia de prova, eu cometi um erro absurdo que eu passei na hora de fazer as questões ali no cartão, no caderno de respostas, eu fiz a minha peça no lugar da questão e eu já tinha feito duas folhas.”

Ela, que nunca errava em marcar gabarito, havia trocado completamente as questões no caderno de respostas. 

E pior: não podia fazer nada.

“Eu ainda tive que esperar o tempo para poder sair da prova, porque eu não podia simplesmente entregar naquela na hora que eu percebi, né? Esperei passar o tempo, fui embora assim, arrasada.”

Lunara chegou em casa e não conseguia parar de chorar. Sua mãe ficou preocupada. Mas ali estava uma encruzilhada: era o Rio de Janeiro, sua cidade, onde morava sua família. E ela tinha acabado de perder a chance.

“Eu tinha passado já na primeira fase lá de Minas, que foram provas muito próximas, e eu tinha duas opções. Ou eu ia seguir em frente, ia estudar para Minas, ia fazer aquela ser a minha prova, ou eu ia ficar chorando para sempre por uma coisa que eu não podia mais mudar, que já tinha acontecido.”

Mais uma vez, Lunara teve que se livrar da culpa e olhar para frente.

 

A aprovação em Minas Gerais

Lunara foi para a prova de Minas com determinação:

“Quando eu fui para a prova de Minas, eu fui com essa ideia. Eu falei: ‘Cara, é a prova da minha vida’, mas também tentei não colocar uma super pressão assim e deu tudo certo.”

Ela descreve a prova de Minas como uma das mais justas que já fez:

“A prova de Minas, eu falo que foi uma prova muito bonita desde a primeira fase, uma prova muito voltada para a Defensoria mesmo. Se você sentasse ali para fazer aquela prova sem saber para que carreira era, se você tivesse que apostar, você ia apostar que era defensoria.”

E continua:

“Foi uma prova que estava  ali para falar assim: ‘Você quer vir para a Defensoria? Você estuda para a Defensoria? É esse seu foco? Você está preparado?’ Foi uma prova difícil, mas foi uma prova que eu considerei uma prova justa.”

Hoje, Lunara está aprovada na Defensoria Pública de Minas Gerais e aguarda a nomeação, prevista para 2025. Ela se considera sortuda por estar na lista de espera de uma Defensoria que tem histórico de zerar listas e chamar todos os aprovados.

“Eu me considero uma pessoa de sorte até de estar nessa lista de espera da Defensoria Pública de Minas, porque é uma Defensoria que em todos os outros concursos zerou a lista, chamou todo mundo e foram listas grandes também.”

 

O método de estudo: o que funcionou e o que não funcionou

Após anos testando diferentes abordagens, Lunara encontrou um método que funcionou para ela. Mas ela faz questão de avisar:

“O que funciona, o jeito que funciona para mim não vai funcionar para o outro. Isso é muito particular. Eu acho que a gente fala o que a gente fez, mas cada um vai entender o que é melhor.”

 

O que funcionou:

  1. Cronograma enxuto e realista

“Primeira coisa, esqueçam cronogramas mirabolantes, que vocês vão ver tudo em dois meses, 1 milhão de coisas para fazer no dia, porque para mim não funcionou e quase todo mundo que eu converso não funciona. Só cria ali um gatilho, porque quando você não consegue seguir, cumprir aquele cronograma, você começa a se cobrar e aí vai largando de lado.”

Para Lunara, ter um cronograma com o mínimo possível a fazer foi a melhor decisão:

“Quando eu entendi que eu tinha que ter um cronograma mais enxuto possível, do mínimo a se fazer possível, foi a melhor coisa para mim.”

  1. O básico bem feito: lei seca, jurisprudência e questões

“Eu acho que o que funcionou para mim foi fazer o simples. Primeiro, focar ali na sua base. Qual a melhor forma de você fazer a sua base? Eu fiz com videoaula, eu assisti muito a videoaula.”

Lunara gostava de videoaulas curtas, porque conseguia manter o foco. 

  1. Lei seca como ponto principal

“A partir do momento que eu comecei a botar a lei seca como o ponto principal do meu estudo, todo dia eu acordava de manhã, a primeira coisa que eu fazia era lei seca, porque principalmente em primeira fase é o que vai te colocar ali para ser aprovado, é o que vai elevar a sua nota mais rápido.”

Mas não era uma leitura corrida:

“Às vezes muito mais vale você ler 30 artigos bem lidos do que você ler 100 artigos e na hora da prova não lembrar do que vai cair, entendeu? Então eu comecei a ler lei seca com mais atenção, marcando com cuidado, sem querer aquela correria de que aquela leitura que você não leu nada, né?”

 

O que não funcionou:

  1. Tentar estudar todo o edital sem foco

“Como eu tinha isso de querer fazer TJ, fazer Defensoria […] eu acabava vendo matérias de TJ que não caíam na Defensoria, então acabava tendo que ver mais coisas e matérias que eram da Defensoria que a gente tinha que ver com mais profundidade do que TJ.”

  1. Pular de material em material

“No começo também queria comprar tudo. Todo o curso que aparecia”

Mas ela aprendeu que isso só prejudicava:

“Quando você pula de um material para o outro, você está sempre gerando informações novas. Eu acho que eu evoluí muito quando eu aprendi a selecionar.”

  1. Negligenciar a revisão das matérias que já dominava

“Eu comecei a focar tanto naquilo que eu não sabia, que eu conseguia evoluir e acabei deixando de revisar talvez um pouco as outras matérias. E isso também é importante, que você não pode negligenciar o que você já sabe, porque às vezes a gente […] esquece aquilo que você já sabe porque você não fez uma revisão rápida, você negligenciou.”

 

A escolha que mudou tudo

Durante a jornada, Lunara oscilou entre magistratura e Defensoria. Mas quando ela finalmente decidiu, tudo ficou mais claro:

“Uma coisa que me fez decidir mesmo a carreira foi isso, que eu acho que eu seria uma boa juíza, mas que eu sinto que eu vou ser muito feliz sendo defensora. Então eu acho que isso pesa muito também. É uma coisa que você vai trabalhar a sua vida inteira, você se vê fazendo aquilo com alegria e gostando.”

Ela reforça que a decisão não pode ser apenas financeira ou de status:

“Não é só pensar na remuneração, não é só pensar no status, mas é pensar também em você estar feliz, porque não adianta você passar 10 anos, 7 anos, 8 anos estudando para atuar numa coisa que você não gosta.”

 

A frase que inspira

Quando desafiada a deixar uma frase inspiradora, Lunara não hesitou muito:

“Se manter em movimento é essencial, mas não tenham medo de recomeçar.”

E explica:

“É um pouco a minha trajetória. Se eu tivesse medo de recomeçar, eu não estava  aqui hoje contando a minha história.”

Lunara é um exemplo de que a jornada até a aprovação não é linear. É feita de pausas, recomeços, erros dolorosos e escolhas difíceis. Mas é também feita de coragem para se livrar da culpa, olhar para frente e seguir em movimento.

Se você também quer construir uma preparação inteligente e eficiente, com foco no que realmente importa, clique aqui e comece sua jornada conosco no Nível Ênfase.

E para assistir a entrevista completa do João Mendes Entrevista com Lunara Rocha, clique aqui!

Abraço,
Time Ênfase

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