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ToggleO início da trajetória
Você irá conhecer a história de Aline Cabral, Analista Jurídico no Ministério Público do Estado de São Paulo, que compartilhou com João Mendes os altos e baixos de sua trajetória até a aprovação.
Formada em Direito pela UFRJ em 2013, Aline começou sua jornada com uma mentalidade que ela mesma reconhece como limitante: focar apenas nos concursos do Rio de Janeiro para ficar perto da família.
Ela explica:
“Isso hoje eu vejo como algo que me atrapalhou, porque os concursos normalmente saem com prazo de validade de até 2 anos. E com essa mentalidade, eu acabei perdendo outras possibilidades de fazer provas de analista em outros estados.”
Hoje, depois de anos de dedicação e ajustes, vamos explorar as escolhas que a guiaram na preparação para, quem sabe, inspirar você a alcançar o mesmo resultado.
A decisão que mudou tudo
A ideia inicial de Aline era clara: garantir um cargo de analista para ter estabilidade e continuar estudando para advocacia pública. Mas a jornada não foi simples.
Ao longo dos anos, Aline fez vários concursos – TRT, Tribunal de Justiça, advocacia de conselhos fiscalizadores. Em alguns, ficou em terceiro lugar. Em outros, nono lugar. Mas a nomeação não veio.
Foi aí que ela aprendeu uma lição valiosa:
“Parar de fazer prova só quando vem a nomeação, porque eu já fui aprovada em diversos concursos que eu tinha a esperança de ser chamada por conta da classificação. Já teve concurso que eu fiquei em terceiro lugar e não me chamaram.”
Quando foi aprovada no concurso do MP São Paulo em 2018, Aline passou mais para o final da lista. Como estava focada em advocacia pública, ela parou de fazer concursos de analista. Mas conforme o prazo de validade do concurso foi se aproximando do fim, a angústia voltou:
“Pode ser que não me chamem”.
Então ela retomou os concursos de analista como estratégia de segurança.
Nesse caminho, Aline fez uma escolha estratégica: o MP de São Paulo faz nomeação por anuência, ou seja, o candidato escolhe em quais vagas quer concorrer.
A maioria das vagas é em direito penal, mas ela optou por concorrer apenas nas vagas de outras áreas:
“Eu preferi concorrer com as outras vagas, e por conta disso também que eu fui ficando angustiada pelo fato de ter um uma menor quantidade de vagas (…) então tinha chance, de fato, de eu não ter conseguido a nomeação.”
Por que essa escolha? Porque estudar profundamente direito penal tomaria o tempo que ela tinha para se dedicar às matérias que caem em todos os concursos de advocacia pública, seu objetivo principal.
A estratégia foi arriscada, mas funcionou.
E finalmente, em 2024 – seis anos após a prova – a tão esperada nomeação chegou.
O método de estudo: o que funcionou e o que não funcionou
Com o tempo, Aline descobriu que precisava de uma abordagem mais eficiente. Ela revisou suas práticas de estudo e encontrou o que funcionava para ela.
O que funcionou:
- Videoaulas e PDFs direcionados:
Aline começou estudando por videoaulas para formar a base e depois aprofundou com PDFs focados na carreira. Ela reforça:
“Eu acho essencial você ter um curso que é direcionado para aquela carreira que você está querendo prestar o concurso e ser nomeado no cargo, porque isso faz muita diferença.”
- Sistema de grifos inteligentes:
“Eu grifava as partes que eu reputava como mais importantes.”
Mas ela alerta:
“Se você grifa tudo, na verdade, você não está grifando nada.”
A técnica dela era clara: grifar apenas o que tinha chance de esquecer e o que aparecia nas questões que ela errava. Com as revisões, os grifos tendiam a diminuir, mostrando que o conteúdo estava sendo internalizado.
- Lei seca aliada a questões:
Mesmo achando lei seca “chata”, Aline encontrou uma forma de tornar o estudo mais eficiente:
“Eu costumo aliar isso com a resolução de questões para ver o que que de fato está sendo cobrado daquele tema. Porque com o passar do tempo você vai vendo que independentemente da banca, tem certo certos tipos de pegadinhas que os examinadores adoram cobrar. Então eu gosto muito de fazer essa associação para não ficar um estudo muito monótono.”
O que não funcionou:
- Seguir apenas o conteúdo da faculdade:
“Eu fiquei restrita aquilo que era aprendido na faculdade. Eu não fazia um estudo de lei seca, que é indispensável para esses concursos.”
- Fazer resumos:
“Nunca gostei de fazer resumo, porque é uma coisa que me agoniava o tempo que você leva para fazer resumo.”
- Mapas mentais:
“Nunca gostei de fazer mapa mental. Na minha época ainda era no papel, porque não tinha esses aplicativos que tem hoje em dia.”
Aline deixa claro que esses métodos podem funcionar para outras pessoas, mas para ela geravam angústia e consumiam tempo demais.
A motivação que sustenta a jornada
Quando perguntada sobre o que a manteve firme durante toda a trajetória, Aline foi direta:
“Eu não sou nenhuma pessoa super dotada, eu apenas me dediquei nessa jornada de estudo para concurso e cada dia eu fui colocando um tijolinho.”
E completa com sinceridade:
“Eu tenho certeza que você, em algum momento da sua jornada você vai se questionar, é natural do ser humano, porque a gente não tem a previsibilidade.”
Mas o momento da nomeação muda tudo:
“No dia que sai seu nome no Diário Oficial você vê que todo aquele sufoco, todo aquele perrengue que você passou tendo que diminuir a quantidade de saídas nos finais de semanas, principalmente para quem estuda e trabalha, porque você precisa pegar o final de semana para dar aquele gás (…) você vê que isso tudo vale a pena.”
Aline é um exemplo de que, com dedicação diária e estratégia inteligente, é possível superar qualquer obstáculo.
Se você também quer otimizar seus estudos e dar os próximos passos rumo à aprovação, clique aqui e comece sua jornada conosco.
E para assistir a entrevista completa do João Mendes Entrevista com Aline Cabral, clique aqui!
Abraço,
Time Ênfase