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Prova Comentada DPE/PE — Concurso IV

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Prova comentada do IV concurso da DPEPE com análise das questões, comentários estratégicos e pontos essenciais para sua aprovação.

Prova Comentada DPE/PE — Concurso IV

A prova objetiva do concurso para Defensor Público da DPE/PE, aplicada em 1º de junho de 2025, confirmou o alto padrão técnico exigido para o ingresso na carreira. A FGV estruturou um exame marcado por enunciados consistentes, linguagem precisa e construção sofisticada das alternativas, afastando qualquer possibilidade de resolução automática ou meramente intuitiva. Mais do que domínio da legislação, a avaliação exigiu integração entre precedentes, fundamentos doutrinários e compreensão concreta da atuação institucional da Defensoria Pública. O desenho da prova dialogou diretamente com a missão constitucional da instituição, voltada à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade e à efetivação dos direitos fundamentais, demandando leitura crítica e raciocínio estratégico. Neste artigo, analisamos os principais aspectos da prova objetiva, exploramos seu perfil de cobrança e apresentamos a prova comentada como instrumento essencial para uma preparação mais direcionada e consistente.

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  • Estrutura da prova objetiva e critérios de habilitação
  • Perfil da prova do IV concurso da DPE/PE: estatísticas e tendências
  • Prova comentada do IV concurso da DPE/PE
  • Estratégias de preparação: método, constância e inteligência
    • Estruture um cronograma realista e sustentável
    • Priorize a lei seca com técnica
    • Integre jurisprudência e precedentes relevantes
    • Alterne métodos de revisão
    • Transforme desempenho em diagnóstico
    • Preserve equilíbrio e saúde mental
  • O que acontece depois da objetiva: continuidade, maturidade e estratégia
  • Conclusão

Estrutura da prova objetiva e critérios de habilitação

A prova objetiva foi composta por 100 questões de múltipla escolha, distribuídas de forma equilibrada entre as disciplinas centrais da atuação da defensoria: Direito Constitucional (10), Direito Administrativo (6), Direito Civil (11), Direito Processual Civil (10), Direito Penal (11), Direito Processual Penal (10), Direito das Execuções Penais (7), Direito do Consumidor (6), Direito da Criança e do Adolescente (10), Direitos Humanos (12) e Direito Institucional (7).

Essa distribuição não foi aleatória. O peso expressivo de Direitos Humanos, Civil, Penal e Processual revela a centralidade dessas áreas na prática cotidiana da Defensoria Pública, enquanto o Direito Institucional reforça a necessidade de compreensão do papel e das prerrogativas da carreira. Trata-se de uma prova que espelha, de forma bastante fiel, o exercício funcional do cargo.

Para ser considerado habilitado na primeira fase, o candidato precisava cumprir dois requisitos cumulativos:

  • obter, no mínimo, 50% de acertos na prova objetiva; e
  • estar classificado até a 260ª posição, considerando todas as listas.

Além do corte geral, o edital estabeleceu limites específicos de classificação por modalidade de concorrência:

  • ampla concorrência: até a 182ª posição;
  • candidatos negros e indígenas: até a 52ª posição;
  • candidatos com deficiência: até a 13ª posição;
  • candidatos trans: até a 13ª posição.

Ou seja, não bastava atingir a nota mínima. Era necessário, simultaneamente, posicionar-se dentro do número de classificados previsto para cada lista. Esse modelo reforça o caráter competitivo da seleção e evidencia que a estratégia de prova precisa ser pensada com foco não apenas em “passar dos 50%”, mas em alcançar desempenho superior à média dos concorrentes.

Em um concurso com milhares de inscritos, a diferença entre a habilitação e a eliminação pode estar em poucas questões. Por isso, compreender a estrutura da prova e os critérios objetivos de corte não é detalhe burocrático: é parte essencial da estratégia.

 

Perfil da prova do IV concurso da DPE/PE: estatísticas e tendências

A análise técnica da prova objetiva revela um dado que não pode ser ignorado: 61% das questões foram fundamentadas exclusivamente na legislação. Em outras palavras, a literalidade normativa, a chamada “lei seca”, foi o eixo central da avaliação.

Na sequência, verificou-se a incidência de questões baseadas em jurisprudência (13%), bem como combinações entre legislação e jurisprudência (15%). A doutrina apareceu de forma mais pontual (9%), além de um percentual residual envolvendo legislação + teoria (2%).

Esse panorama estatístico evidencia uma diretriz clara da banca: o ponto de partida é a norma positiva. A FGV não transformou a prova em um exame meramente conceitual ou excessivamente teórico. 

Ao contrário, privilegiou dispositivos legais, mas cobrou desses dispositivos algo além da memorização. A literalidade era frequentemente apresentada com pequenas variações semânticas, exigindo leitura atenta, precisão terminológica e domínio da estrutura normativa.

Em diversas questões, o enunciado exigia a correta identificação de requisitos cumulativos, prazos específicos, exceções normativas ou hipóteses de incidência. O candidato que dominava apenas a ideia geral do instituto encontrava dificuldade diante de alternativas muito próximas entre si.

A presença relevante de jurisprudência, isoladamente ou combinada com a legislação, reforça outro traço da prova: a banca valoriza a aplicação prática do Direito. Não basta conhecer o texto legal; é necessário compreender como os tribunais o interpretam, especialmente em temas sensíveis à atuação defensorial, como garantias processuais, direitos fundamentais e tutela dos vulneráveis.

O dado mais estratégico, contudo, permanece inequívoco: a lei seca é o núcleo da preparação. Em um cenário em que mais da metade da prova se ancora diretamente no texto normativo, negligenciar a leitura sistemática da legislação significa abrir mão de uma parcela decisiva da pontuação.

Isso impõe duas consequências práticas para o candidato:

  1. Treinar leitura rápida e técnica da norma, com foco em estrutura, exceções e detalhes redacionais.
  2. Desenvolver interpretação crítica, capaz de perceber armadilhas linguísticas e variações sutis nas alternativas.

A prova da DPE/PE não premiou o candidato que decorou frases isoladas, mas aquele que compreendeu a lógica interna dos dispositivos legais e soube aplicá-los com precisão. Estatisticamente e estrategicamente, a mensagem da banca é clara: a base é a legislação; o diferencial está na forma como você a interpreta.

 

Prova comentada do IV concurso da DPE/PE

Para que a análise da objetiva não se encerre na divulgação do gabarito, a equipe do Curso Ênfase preparou a prova integralmente comentada, com exame técnico minucioso de cada questão. 

Em todos os itens, você encontrará a fundamentação precisa da alternativa correta, a demonstração dos erros das alternativas incorretas e a respectiva base legal, doutrinária ou jurisprudencial.

Mais do que apresentar respostas, o material identifica a matriz de cobrança predominante em cada questão (legislação, jurisprudência, doutrina ou combinação entre essas fontes) permitindo que você compreenda o padrão da banca e reconheça, com clareza, quais áreas precisam ser fortalecidas.

Essa metodologia transforma o resultado da objetiva em diagnóstico estratégico. Ao cruzar seu desempenho com os dados estatísticos da prova, é possível identificar lacunas, padrões de erro e pontos críticos de melhoria, redirecionando sua preparação com base em critérios objetivos.

Clique aqui para acessar a prova comentada completa.

Se o seu objetivo é figurar entre os classificados na próxima edição, é essencial preparar-se com método, estatística e direcionamento. Conheça também os cursos regulares do Ênfase para 2025 e os programas de Reta Final, estruturados a partir da análise aprofundada das bancas, do mapeamento das matrizes de cobrança e da experiência prática de professores que atuam nas carreiras jurídicas.

A aprovação não é obra do acaso. É uma construção estratégica.

 

Estratégias de preparação: método, constância e inteligência

A prova da DPE/PE deixa uma mensagem clara: a preparação sem método não sustenta desempenho competitivo. Diante de um exame majoritariamente ancorado na legislação, com incidência relevante de jurisprudência e combinação de fontes, o estudo precisa ser estruturado, estratégico e contínuo.

 

Estruture um cronograma realista e sustentável

O primeiro passo é abandonar o estudo improvisado. Um cronograma eficiente distribui disciplinas conforme peso e incidência estatística, intercala matérias densas com conteúdos de leitura mais objetiva e prevê revisões periódicas.

Não se trata de estudar “quando der”, mas de organizar blocos fixos, metas semanais e controle de desempenho. A regularidade supera intensidade esporádica.

 

Priorize a lei seca com técnica

Com 61% da prova fundamentada exclusivamente em legislação, a leitura sistemática dos diplomas legais deixa de ser recomendação e passa a ser exigência estratégica.

A leitura deve ser ativa:

  • marcar exceções, prazos e requisitos cumulativos;
  • identificar expressões condicionais (“salvo”, “exceto”, “somente se”);
  • compreender a estrutura lógica do dispositivo.

Ferramentas como o APP Cronograma Leitura de Lei Seca, disponibilizado nos cursos do Ênfase, auxiliam na organização dessa leitura, permitindo acompanhar evolução, registrar revisões e manter constância.

 

Integre jurisprudência e precedentes relevantes

Embora a legislação seja a base, a FGV exige conhecimento da interpretação consolidada dos tribunais. A leitura de informativos, a sistematização de teses repetitivas e o estudo de entendimentos majoritários devem integrar o planejamento semanal. O diferencial competitivo está em saber aplicar a norma conforme a interpretação atual.

 

Alterne métodos de revisão

Revisar não é reler passivamente. A retenção exige variedade de estímulos:

  • flashcards para memorização de prazos e conceitos objetivos;
  • mapas mentais para visualizar estruturas e conexões entre institutos;
  • resolução de questões comentadas para treinar identificação de padrões da banca.

A prova comentada, especialmente, cumpre papel central: ela ensina a pensar como a FGV formula alternativas, identifica armadilhas linguísticas e mostra como pequenos detalhes normativos definem o acerto ou o erro.

 

Transforme desempenho em diagnóstico

Resolver questões não é apenas treinar conteúdo, mas produzir dados sobre si mesmo. É fundamental registrar erros recorrentes, classificar por disciplina e identificar se as falhas decorrem de desconhecimento da lei, má interpretação ou falta de atualização jurisprudencial. A preparação estratégica é uma preparação orientada por dados.

 

Preserve equilíbrio e saúde mental

A maratona até a Defensoria exige disciplina, mas também equilíbrio. Estudo sem pausas programadas compromete retenção e desempenho. Sono adequado, atividade física e momentos de descanso não são luxo, são parte da estratégia. A constância depende da sustentabilidade emocional.

A preparação para a DPE/PE exige três pilares: lei seca dominada, jurisprudência atualizada e prática constante de questões. Mas, acima de tudo, exige método. Quem organiza o estudo com base em estatística, revisão estruturada e autodiagnóstico transforma esforço em resultado.

 

O que acontece depois da objetiva: continuidade, maturidade e estratégia

Superada a prova objetiva, inicia-se uma nova etapa do concurso, marcada por exigências qualitativas ainda mais elevadas. A segunda fase, composta por prova discursiva, demanda domínio técnico aprofundado, capacidade de articulação argumentativa e segurança na construção de fundamentações consistentes. 

Não basta conhecer o conteúdo: é necessário saber estruturar respostas claras, coesas e juridicamente densas, com precisão terminológica e adequada utilização de precedentes e dispositivos legais.

Em seguida, a prova oral impõe outro tipo de desafio. Além do conhecimento jurídico, exige postura institucional, controle emocional, clareza na exposição e capacidade de raciocínio sob pressão. 

Trata-se de fase que avalia maturidade profissional, domínio técnico e compreensão do papel constitucional da Defensoria Pública. A transição da objetiva para essas etapas exige ajuste metodológico: treino de escrita, simulações orais, correção técnica individualizada e acompanhamento especializado fazem diferença real no desempenho.

Para quem foi habilitado, o momento é de redirecionamento estratégico da preparação. A prioridade passa a ser a consolidação dos conteúdos com maior incidência prática, o treinamento de peças e questões discursivas e o aperfeiçoamento da argumentação jurídica.

E para quem não foi habilitado? A resposta é igualmente estratégica: continuidade. Concursos de alta performance raramente se resolvem em uma única tentativa. A experiência acumulada na objetiva deve ser convertida em diagnóstico técnico. 

Onde houve perda de pontos? Falta de domínio da legislação? Dificuldade na interpretação? Lacunas jurisprudenciais? Identificar essas variáveis é o primeiro passo para evoluir.

Persistência não é repetir o mesmo método esperando resultado diferente. É ajustar a rota com base em dados. Nesse cenário, cursos regulares oferecem planejamento estruturado de longo prazo, com cronograma organizado, leitura sistemática da legislação, acompanhamento de jurisprudência e resolução orientada de questões. 

Já os cursos de reta final, voltados para editais publicados ou iminentes, funcionam como refinamento estratégico, concentrando-se nas matérias de maior incidência e no perfil específico da banca examinadora.

A trajetória até a Defensoria Pública exige constância, método e maturidade. A objetiva é apenas uma etapa. O projeto de aprovação é mais amplo e ele se constrói com preparação contínua, estratégia ajustada e compromisso de longo prazo com o estudo.

 

Conclusão

A prova objetiva do IV concurso da DPE/PE deixou claro que a seleção não se baseia em memorização automática. A FGV priorizou domínio técnico da legislação, compreensão da jurisprudência e capacidade de integração doutrinária, sempre alinhados à atuação prática da Defensoria na proteção dos vulneráveis.

Para quem busca a carreira, a conclusão é direta: não basta estudar muito, é preciso estudar com método. A preparação exige organização estratégica, leitura sistemática da lei seca, atualização constante de precedentes e prática orientada por análise das provas anteriores.

É com essa lógica que o Curso Ênfase estrutura sua metodologia, a partir do mapeamento das matrizes de cobrança, da identificação de padrões da banca e do acompanhamento contínuo das tendências dos concursos de alta performance.

A aprovação não se encerra na objetiva. Exige maturidade intelectual, consistência na escrita para as fases discursivas, segurança técnica na prova oral e desempenho sólido ao longo de todas as etapas. Cada fase é um filtro e, ao mesmo tempo, um processo de aprimoramento profissional.

Conheça nosso curso regular para Defensor Público: 

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Confira também os nossos outros cursos regulares:

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Agora que você já compreende os critérios de avaliação e o perfil da prova, o próximo passo é transformar esse diagnóstico em estratégia.

No Curso Ênfase, a preparação vai além da exposição de conteúdo: entregamos direcionamento. Seja para avançar com segurança à fase discursiva, seja para reorganizar o plano de estudos após a objetiva, nossa metodologia é estruturada para ajustar a rota com base em dados e desempenho real.

Com simulados autorais, questões comentadas, mapeamento estatístico das bancas e orientação técnica especializada, construímos uma preparação sólida, progressiva e alinhada às exigências da Defensoria Pública.

Porque, no Ênfase, a aprovação não é ponto final. É resultado de método, constância e acompanhamento estratégico ao longo de toda a jornada.

Escrito por Letícia Trajano. Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduada em Advocacia Trabalhista e Previdenciária. Revisora Jurídica no Curso Ênfase.

Curso Ênfase – Pela mão até a aprovação!

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