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Prova Comentada ENAM – 3º Exame (2025.01)

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Prova Comentada ENAM – 3º Exame (2025.01)

Prova Comentada ENAM – 3º Exame (2025.01)

O 3º exame do ENAM, aplicado em 18 de maio de 2025, evidencia a estabilização do sistema nacional de habilitação como etapa antecedente aos concursos da magistratura. O certificado deixou de ser mera formalidade e passou a integrar a própria arquitetura de ingresso na carreira, condicionando o acesso aos certames promovidos pelos tribunais. A ausência de habilitação impede a inscrição. Além disso, há tribunais que admitem o aproveitamento do resultado do ENAM para dispensa da fase objetiva, permitindo que o candidato avance diretamente às provas discursivas e à elaboração de sentença. Diante desse cenário, a leitura da avaliação deve ir além da simples verificação de acertos. É fundamental compreender a lógica de construção das questões, o eixo predominante de fundamentação e a eventual existência de fragilidades técnicas aptas a embasar recursos. Este artigo examina o 3º Exame do ENAM sob perspectiva institucional e estratégica, analisando a estrutura da avaliação, os critérios de habilitação, o perfil de cobrança e os caminhos de preparação tanto para candidatos habilitados quanto para aqueles que precisarão reorganizar o planejamento.

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  • Por que o ENAM é tão importante?
  • Como funciona a prova e a habilitação?
  • O que você encontra neste material comentado?
  • Perfil da prova e tendências
  • Nossos resultados e compromisso
  • Habilitado no ENAM: como estruturar sua preparação para as próximas fases
  • Não fui habilitado no ENAM: como reorganizar a preparação para o próximo exame?
  • Conclusão

Por que o ENAM é tão importante?

A habilitação no ENAM tornou-se requisito indispensável para a inscrição em qualquer concurso da magistratura. Sem o certificado de aprovação, o candidato simplesmente não consegue validar sua inscrição no certame. O exame passou, assim, a funcionar como etapa prévia obrigatória de acesso à carreira.

Mais do que uma exigência formal, o ENAM representa um filtro técnico nacional. Ele estabelece um padrão mínimo de qualificação, concentrando a concorrência em candidatos que já demonstraram domínio das disciplinas essenciais à magistratura. Isso eleva o nível dos concursos e exige uma preparação mais estruturada desde o início da jornada.

Além disso, alguns tribunais avaliam a possibilidade de utilizar a habilitação no ENAM como substituição da primeira fase objetiva, encaminhando os candidatos habilitados diretamente às provas discursivas e de sentença. Se essa prática se consolidar, o exame deixará de ser apenas requisito de inscrição e passará a ter impacto direto na progressão dentro do concurso.

Por isso, o ENAM não pode ser tratado como etapa acessória. Ele é o ponto de partida formal da trajetória rumo à magistratura e influencia, desde já, o planejamento estratégico de quem pretende alcançar a aprovação.

 

Como funciona a prova e a habilitação?

O 3º exame do ENAM, realizado em 18 de maio de 2025, foi composto por 80 questões objetivas, todas de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma resposta correta. Trata-se de avaliação de caráter exclusivamente eliminatório, destinada a aferir se o candidato possui o nível mínimo de conhecimento jurídico exigido para prosseguir na carreira da magistratura.

Para ser considerado habilitado, o candidato deve alcançar, no mínimo, 70% de acertos na ampla concorrência, ou 50% no caso de candidatos negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. A lógica é simples: não se trata de classificação, mas de superação de um patamar mínimo de desempenho.

O conteúdo programático é amplo e abrange as disciplinas estruturantes da magistratura. São cobrados Direito Constitucional, incluindo seus desdobramentos em Direito Constitucional do Trabalho, Direito Constitucional Tributário e Normas Constitucionais de Processo Penal, Direito Administrativo, Noções Gerais de Direito e Formação Humanística, Direitos Humanos, Direito Processual Civil, Direito Civil, Direito Empresarial e Direito Penal.

Essa amplitude revela que o ENAM exige não apenas leitura pontual, mas preparação consistente e integrada, alinhada às bases normativas, jurisprudenciais e teóricas que sustentam a atuação jurisdicional.

 

O que você encontra neste material comentado?

A análise comentada da prova foi elaborada pela equipe do Curso Ênfase com abordagem técnica e estruturada, permitindo ao candidato examinar seu desempenho de forma criteriosa. O material apresenta fundamentação detalhada das questões e oferece subsídios para avaliar, de maneira segura, a eventual viabilidade de interposição de recursos.

Em cada uma das 80 questões, o candidato encontrará:

  • Indicação da alternativa correta, acompanhada de fundamentação objetiva e precisa, com exposição clara dos dispositivos legais, entendimentos jurisprudenciais ou construções doutrinárias aplicáveis;
  • Análise individualizada das alternativas incorretas, apontando exatamente onde reside o equívoco, seja por erro conceitual, interpretação inadequada do texto legal, contrariedade à jurisprudência consolidada ou impropriedade técnica;
  • Identificação de possíveis fundamentos recursais, quando a redação do enunciado, a formulação das alternativas ou o conteúdo cobrado admitirem questionamento juridicamente consistente;
  • Classificação quanto ao perfil de cobrança, especificando se a questão foi predominantemente baseada em legislação, jurisprudência, doutrina ou em combinações entre essas matrizes, como legislação + jurisprudência ou teoria + legislação.

Esse grau de detalhamento cumpre dupla função.

De um lado, permite ao candidato aferir com segurança se atingiu o percentual mínimo exigido para a habilitação, utilizando um gabarito extraoficial estruturado e tecnicamente fundamentado. 

De outro, transforma a prova em instrumento de estudo, possibilitando a identificação de lacunas, padrões de cobrança e tendências que impactarão diretamente os próximos concursos da magistratura.

Mais do que simplesmente indicar respostas, o material promove uma leitura estratégica do exame. Ele evidencia como os conteúdos foram abordados, qual a profundidade exigida, quais temas receberam maior ênfase e de que forma a banca estruturou as alternativas. 

Essa análise amplia a compreensão do perfil do ENAM e orienta o planejamento futuro de estudos.

Em síntese, o material comentado não se limita a conferir acertos e erros. Ele fornece um diagnóstico técnico da prova, oferecendo ao candidato fundamentos para eventual recurso e, simultaneamente, diretrizes objetivas para aprimorar sua preparação rumo às próximas etapas da carreira.

Para acessar a análise completa da prova, com a fundamentação detalhada de cada questão, clique aqui e consulte a prova comentada do 3º exame do ENAM – (2025.01).

 

Perfil da prova e tendências

A análise dos três exames anteriores do ENAM permite identificar um padrão relativamente estável quanto ao perfil de cobrança. O levantamento estatístico realizado pela equipe Ênfase demonstrou que aproximadamente 46% das questões foram baseadas exclusivamente em legislação, 16% concentraram-se predominantemente em jurisprudência, 15% combinaram legislação e jurisprudência, 11% tiveram enfoque essencialmente doutrinário e 2% associaram teoria e jurisprudência.

O dado mais relevante, contudo, não está apenas na distribuição isolada das matrizes, mas na leitura conjunta desses percentuais. Considerando-se as combinações possíveis, verifica-se que cerca de 71% das questões envolveram, direta ou indiretamente, algum aspecto legislativo. Isso significa que, mesmo quando a jurisprudência ou a doutrina aparecem como elemento central, a interpretação do texto legal permanece como eixo estruturante da resposta correta.

Esse padrão revela duas características importantes do ENAM.

A primeira é a valorização da lei seca como fundamento primário da cobrança. O exame exige familiaridade com a literalidade constitucional, com os dispositivos centrais dos códigos e com normas estruturantes da magistratura. Erros costumam surgir não por desconhecimento de construções sofisticadas, mas por falhas na leitura atenta do texto normativo.

A segunda característica é a incidência qualificada da jurisprudência, especialmente em temas com repercussão geral, precedentes vinculantes e entendimentos consolidados dos Tribunais Superiores. Questões com esse perfil tendem a exigir conhecimento atualizado e capacidade de identificar a tese fixada, e não apenas o resultado do julgamento.

Do ponto de vista estratégico, o cenário aponta para uma preparação que priorize:

  • leitura sistemática e reiterada da lei seca;
  • consolidação dos principais precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça;
  • domínio conceitual suficiente para resolver questões que envolvam diálogo entre norma e interpretação.

O ENAM não privilegia aprofundamentos excessivamente teóricos, mas tampouco se limita à literalidade pura. Ele opera majoritariamente em uma zona de intersecção entre texto normativo e aplicação jurisprudencial, exigindo precisão técnica e atenção aos detalhes.

Compreender esse perfil não é mera curiosidade estatística. Trata-se de elemento central para o planejamento eficiente dos estudos, sobretudo para candidatos que já visam às etapas subsequentes dos concursos da magistratura.

 

Nossos resultados e compromisso

Há anos, o Curso Ênfase acompanha candidatos que escolheram trilhar um caminho planejado e metodicamente organizado rumo à magistratura. Nesse percurso, inúmeros alunos obtiveram êxito em concursos federais e estaduais, formando um histórico sólido de aprovações nas carreiras judiciais.

Nos primeiros exames do ENAM, diversos estudantes alcançaram a habilitação com apoio acadêmico estruturado. O desempenho demonstra a capacidade de ajustar a preparação às exigências de um modelo nacional que passou a demandar abordagem estratégica específica, compatível com o perfil técnico da avaliação.

Os resultados verificados nos Tribunais Regionais Federais e nos Tribunais de Justiça estaduais decorrem de um método fundamentado em estudo estatístico das provas anteriores, identificação de temas com maior incidência e monitoramento constante da jurisprudência dos Tribunais Superiores. A proposta privilegia a seleção criteriosa do conteúdo mais relevante, em vez de uma abordagem meramente acumulativa.

Essa orientação técnica possibilita ao candidato organizar o tempo de estudo com maior eficiência, evitar dispersões e construir planejamento compatível com as exigências concretas da magistratura atual.

A preparação não se limita a um exame específico. O objetivo é estruturar base consistente para todas as fases do concurso, do ENAM às etapas discursivas, de sentença e oral, sempre com atenção às tendências normativas e jurisprudenciais que influenciam o cenário jurídico contemporâneo.

 

Habilitado no ENAM: como estruturar sua preparação para as próximas fases

Os candidatos que alcançaram o percentual mínimo exigido, 56 acertos na ampla concorrência ou 40 no caso das cotas, já superaram a primeira barreira formal de acesso à magistratura. A partir desse momento, a habilitação deixa de ser objetivo e passa a ser ponto de partida.

O próximo passo é transformar o desempenho no ENAM em preparação estruturada para as etapas seguintes dos concursos. Isso envolve aprofundamento nas disciplinas fundamentais, treino específico para provas discursivas e de sentença e desenvolvimento de habilidades voltadas à prova oral.

Nesse cenário, a organização do estudo torna-se decisiva. A consolidação do conhecimento exige planejamento contínuo, revisão sistemática e prática direcionada. Ferramentas como cronogramas estruturados, sistemas de questões, inclusive inéditas, leitura orientada de lei seca e canais permanentes para esclarecimento de dúvidas contribuem para manter regularidade e ritmo na preparação.

A habilitação no ENAM não encerra o ciclo. Ela inaugura uma fase mais exigente, em que consistência, método e estratégia passam a determinar quem avança até a aprovação final.

 

Não fui habilitado no ENAM: como reorganizar a preparação para o próximo exame?

Caso a pontuação mínima não tenha sido alcançada, é fundamental manter serenidade e perspectiva. O ingresso na magistratura é resultado de preparação contínua, amadurecimento técnico e constância de estudo. Um resultado negativo no ENAM não encerra o projeto; ele fornece dados concretos para aperfeiçoamento.

A análise detalhada da prova permite identificar pontos de fragilidade, padrões recorrentes de erro e lacunas de conteúdo que podem ser corrigidas com planejamento direcionado. Nesse momento, o mais importante é transformar o desempenho obtido em diagnóstico estratégico para o próximo exame.

Uma preparação específica para o ENAM, como aquela estruturada em turmas de revisão intensiva, pode contribuir para a reorganização do estudo, com foco no perfil da prova, na consolidação da lei seca, na atualização jurisprudencial e na prática sistemática por meio de simulados.

Paralelamente, é recomendável manter rotina organizada de leitura da legislação, resolução sistemática de questões e revisões periódicas. A regularidade no estudo, aliada ao ajuste estratégico, costuma ser decisiva entre a não habilitação em um exame e o êxito no seguinte.

A trajetória até a magistratura é exigente, mas também progressiva. Cada exame oferece elementos objetivos para aprimoramento. Persistência aliada a método tende a produzir resultados mais sólidos nas próximas oportunidades.

 

Conclusão

A leitura qualificada de uma prova vai muito além da simples marcação de respostas. Implica examinar a construção das questões, identificar a linha de fundamentação adotada e compreender quais competências foram efetivamente exigidas. É esse tipo de análise que converte a avaliação em ferramenta de evolução estratégica.

A prova comentada do 3º Exame ENAM foi estruturada com essa finalidade: apresentar o raciocínio jurídico subjacente às questões, apontar eventuais inconsistências técnicas e revelar o padrão de cobrança predominante. O objetivo não é apenas conferir acertos, mas decifrar a lógica interna da avaliação para orientar ajustes concretos no planejamento de estudo.

Ainda assim, a obtenção da habilitação no ENAM constitui apenas um dos marcos do processo seletivo. O ingresso na magistratura envolve sucessivas etapas de elevada exigência técnica, incluindo fases escritas, sentença, inscrição definitiva, prova oral e análise de títulos, cada qual com critérios próprios de avaliação.

Nessa trajetória, o conhecimento jurídico, embora indispensável, não é suficiente. O candidato precisa desenvolver clareza argumentativa, domínio da escrita judicial, segurança na exposição oral, maturidade emocional e gestão eficiente do tempo, competências que serão continuamente testadas ao longo do concurso.

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Diante desse cenário, a preparação precisa ser contínua e estrategicamente orientada. O Curso Ênfase estrutura seus programas para abranger todas as fases do certame, com abordagem integrada das disciplinas fundamentais, treinamento específico para provas discursivas e de sentença, além de preparação direcionada para a prova oral.

Com corpo docente experiente, materiais constantemente atualizados e metodologia baseada na análise de tendências das bancas examinadoras, o Ênfase consolida-se como parceiro na formação de candidatos que buscam desempenho consistente em concursos de alta complexidade.

A aprovação na magistratura não decorre de esforço pontual, mas de constância, método e direcionamento adequado. O ENAM é o marco inicial dessa caminhada. As etapas seguintes exigirão maturidade técnica e preparação estruturada.

O planejamento começa agora. Com estratégia adequada e dedicação contínua, cada fase deixa de ser obstáculo e passa a ser avanço concreto rumo à toga.

Escrito por Letícia Trajano. Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduada em Advocacia Trabalhista e Previdenciária. Revisora Jurídica no Curso Ênfase.

Curso Ênfase – Pela mão até a aprovação!

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