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ToggleEstrutura da prova: composição e equilíbrio temático
O 4º exame do ENAM confirmou que a avaliação exige mais do que a simples memorização de regras isoladas. A prova foi estruturada para aferir raciocínio jurídico aplicado, atualização jurisprudencial e capacidade de leitura crítica das normas.
A composição foi equilibrada e refletiu a centralidade dos principais ramos do Direito. A distribuição das 80 questões ocorreu da seguinte forma:
- Direito Civil – 12
- Direito Processual Civil – 12
- Direito Penal – 12
- Direito Administrativo – 10
- Direito Constitucional – 7
- Direito Empresarial – 6
- Direitos Humanos – 6
- além de temas transversais, como Direito Digital, Antidiscriminação e Sociologia Jurídica
Esse desenho evidencia a intenção da banca de avaliar competências amplas e interligadas. Não se tratou de um exame compartimentado por disciplinas estanques, mas de uma estrutura que exige trânsito seguro entre diferentes áreas, com coerência técnica e visão sistêmica.
A prova manteve equilíbrio quantitativo e densidade qualitativa, confirmando a consolidação de um padrão estável de cobrança.
Perfil de cobrança e grau de exigência
Sob o aspecto metodológico, o perfil das questões revelou predominância normativa. Cerca de 55% dos itens tiveram base legislativa direta, reforçando que a leitura atenta da lei permanece elemento central da preparação.
Além disso:
- 19% das questões foram fundamentadas exclusivamente em jurisprudência consolidada, com destaque para constitucionalidade e direitos fundamentais;
- 18% integraram legislação e precedentes, exigindo aplicação interpretativa;
- 9% apresentaram enfoque predominantemente teórico ou doutrinário.
A prova não se limitou a cobranças triviais. Foram exigidos precedentes paradigmáticos, como o Tema 998 do Supremo Tribunal Federal, relacionado à vedação de revista íntima vexatória em estabelecimentos prisionais, e referências a casos internacionais, como o Caso Favela Nova Brasília, da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Na fase recursal, a banca alterou o gabarito da questão sobre competência da Justiça Federal. Inicialmente, foi indicada a alternativa B como correta. Contudo, após os recursos, reconheceu-se que a situação descrita envolvia adolescente, configurando ato infracional e, portanto, competência da Justiça Estadual.
O gabarito foi então retificado para a alternativa D, que efetivamente tratava de hipótese de competência da Justiça Federal.
Em síntese, o exame não premiou memorização mecânica. Exigiu maturidade jurídica, leitura integrada do ordenamento e capacidade de aplicação prática. Com cinco horas para resolver 80 questões densas, a gestão do tempo foi componente estratégico tão relevante quanto o conhecimento do conteúdo.
Prova comentada: a análise do Ênfase
Para quem deseja compreender a prova em profundidade, o Curso Ênfase disponibiliza gratuitamente a prova comentada do 4º Exame (ENAM 2025.2). O material reúne as 80 questões com o gabarito oficial da FGV e análise técnica individualizada de cada item.
A proposta não é apenas indicar a alternativa correta. Cada questão é examinada com:
- apontamento da resposta certa;
- demonstração objetiva do erro das demais alternativas;
- indicação da base jurídica utilizada, seja legislação, jurisprudência ou doutrina;
- classificação do tipo de cobrança, permitindo visualizar o perfil da banca.
Esse método permite ao candidato medir desempenho, avaliar chances reais de habilitação, estruturar recursos de forma técnica e, principalmente, ajustar a estratégia para as próximas etapas.
Mais do que um comentário pontual, trata-se de um diagnóstico completo da prova. A análise evidencia padrões de cobrança, recorrência temática e estilo argumentativo da FGV. É, na prática, um guia para entender como a banca pensa e como estrutura suas armadilhas.
Esse cuidado não é circunstancial. O Ênfase realiza estudos estatísticos contínuos sobre as edições do ENAM. Considerando as cinco provas já aplicadas, os dados consolidados indicam o seguinte perfil de cobrança:
- 49% das questões baseadas exclusivamente em legislação;
- 17% fundamentadas apenas em jurisprudência;
- 16% combinando legislação e jurisprudência;
- 10% com enfoque predominantemente doutrinário;
- 7% integrando legislação e teoria;
- 1% unindo jurisprudência e teoria.
Em termos agregados, 72% das questões envolveram algum aspecto legislativo. O dado é objetivo e estratégico: leitura sistemática da lei seca não é diferencial, é requisito.
A análise integral pode ser acessada clicando aqui.
O compromisso do Ênfase com a prova comentada vai além da divulgação de conteúdo gratuito. Nas primeiras edições do ENAM, mais de cinco mil alunos vinculados ao curso conquistaram habilitação. Esse resultado é consequência direta de metodologia estruturada, análise estatística consistente e direcionamento técnico preciso.
A prova comentada, portanto, cumpre dupla função: oferece clareza imediata sobre o desempenho do candidato e reforça uma preparação orientada por dados, não por intuição.
Da análise à aprovação: nosso diferencial
Desde a instituição do ENAM, o Curso Ênfase consolidou-se como referência nacional na preparação para a magistratura. Nas três primeiras edições do exame, mais de cinco mil alunos vinculados ao curso conquistaram habilitação, resultado que evidencia consistência metodológica e direcionamento estratégico baseado em dados concretos.
Nossa preparação não é guiada por percepção ou tendência momentânea. O planejamento é estruturado a partir de estudos estatísticos das edições anteriores, identificação de padrões de cobrança e análise comparativa entre disciplinas.
Priorizamos o que efetivamente impacta o desempenho: leitura qualificada da lei seca, compreensão de jurisprudência atualizada e treino constante de raciocínio aplicado.
A equipe é composta por magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos e professores com sólida experiência em concursos de alta complexidade. Essa formação permite unir conhecimento técnico aprofundado com visão prática de prova e compreensão do perfil das bancas examinadoras.
A metodologia inclui:
- simulados inéditos com padrão FGV;
- questões comentadas com fundamentação técnica completa;
- orientação estratégica individualizada;
- acompanhamento contínuo de desempenho;
- revisão direcionada por recorrência temática.
Mais do que transmitir conteúdo, estruturamos um caminho claro. O ENAM é etapa inicial de um projeto maior. A preparação é pensada para sustentar desempenho também nos concursos para juiz federal, juiz de direito, juiz do trabalho e outras carreiras jurídicas de alta performance.
Nosso compromisso é institucional e permanente: oferecer método, consistência e direção. Da habilitação no ENAM à aprovação final no concurso, caminhamos ao lado do aluno com estratégia e rigor técnico.
Oportunidades para quem se habilitou
A habilitação no ENAM representa mais do que um resultado positivo: é a superação da etapa nacional obrigatória para ingresso na magistratura. Com o certificado emitido pela ENFAM, o candidato passa a preencher requisito indispensável para inscrição nos concursos de juiz federal, juiz de direito e juiz do trabalho.
No ENAM 2025.2, 1.224 candidatos foram habilitados, o que corresponde a 6,3% dos 28.245 inscritos. Trata-se de um índice seletivo que evidencia o grau de exigência do exame e posiciona os habilitados em um grupo tecnicamente diferenciado, apto a avançar para fases mais complexas dos certames.
A partir desse marco, inicia-se uma etapa distinta da preparação. As próximas fases dos concursos para a magistratura costumam envolver:
- provas discursivas e sentenças;
- etapas orais;
- avaliação de títulos;
- investigação social e exames de saúde.
O perfil de estudo, portanto, precisa evoluir. Se no ENAM o foco recaiu sobre objetividade e domínio normativo, agora ganham relevo argumentação escrita, técnica de fundamentação, estruturação de decisões e maturidade expositiva.
O certificado de habilitação possui validade de dois anos, contados da divulgação do resultado definitivo, com possibilidade de prorrogação por igual período, uma única vez. Isso assegura janela estratégica relevante para participação em múltiplos concursos, sem necessidade de refazer o exame nesse intervalo.
O momento exige planejamento. É fundamental:
- acompanhar a publicação de editais;
- analisar o perfil das bancas organizadoras;
- identificar disciplinas com maior peso nas etapas discursivas;
- iniciar treino sistemático de peças práticas e sentenças.
A habilitação não encerra a preparação. Ela inaugura uma fase mais sofisticada e direcionada. Transformar o certificado em nomeação depende de método, constância e alinhamento estratégico entre estudo e edital.
Para quem não se habilitou: estratégias de preparação
Não alcançar a nota mínima pode gerar frustração, mas não encerra o projeto. O ENAM é um exame seletivo, e o próprio percentual de habilitados demonstra seu grau de exigência. A não habilitação deve ser tratada como dado estratégico, não como sentença definitiva.
O primeiro passo é assumir postura analítica. É necessário realizar um diagnóstico técnico do desempenho:
- identificar as disciplinas com maior índice de erro;
- verificar se houve dificuldade na interpretação de enunciados longos;
- avaliar se faltou atualização jurisprudencial;
- analisar se o tempo foi mal administrado;
- distinguir erros de conteúdo de erros de estratégia.
Essa leitura honesta permite transformar resultado em direção.
Ainda dentro do prazo, é fundamental examinar a possibilidade de recursos. Questões ambíguas ou com divergência interpretativa podem ser contestadas de forma fundamentada. Em um exame de alta competitividade, poucos pontos podem alterar o cenário final.
Superada a fase recursal, o foco deve ser reorganização estrutural do estudo. Algumas medidas são indispensáveis:
- intensificar a leitura sistemática da lei seca;
- atualizar-se continuamente em jurisprudência dos tribunais superiores;
- integrar doutrina apenas quando necessária à compreensão interpretativa;
- realizar simulados cronometrados para aprimorar gestão do tempo;
- implementar revisões periódicas e controle estatístico de desempenho.
Treinar sob pressão é parte da preparação. O ENAM não avalia apenas conhecimento acumulado, mas capacidade de aplicar o Direito com rapidez, precisão e equilíbrio emocional.
Buscar orientação especializada pode acelerar esse processo. Cursos direcionados, com análise estatística de provas anteriores, simulados no padrão da banca e correção técnica detalhada, ajudam a corrigir rotas e evitar repetição de erros.
É importante lembrar que o ENAM é realizado duas vezes ao ano. O intervalo entre edições oferece tempo suficiente para amadurecimento intelectual e consolidação de conteúdo. Projetos sólidos não se constroem em um único ciclo.
A constância vale mais do que a pressa. Cada exame representa uma chance de recalibrar a preparação. O que hoje se apresenta como obstáculo pode se transformar no ponto de virada que consolida o caminho rumo à magistratura.
Conclusão
A institucionalização do ENAM como requisito obrigatório para ingresso na magistratura confirma que a preparação deixou de ser pontual e passou a exigir visão estruturada e contínua.
Não há mais espaço para estudo fragmentado ou direcionado apenas ao edital imediato. O modelo atual demanda planejamento antecipado, organização disciplinada e compreensão estratégica de todas as fases do concurso.
A formação do candidato precisa ir além da memorização de normas. É indispensável consolidar domínio legislativo, manter atualização jurisprudencial constante e desenvolver habilidades específicas para cada etapa, como técnica de redação para provas discursivas, elaboração de sentenças com fundamentação consistente e segurança argumentativa para a fase oral.
Essas competências não surgem de forma improvisada, mas resultam de método progressivo e prática orientada.
É com essa perspectiva que o Curso Ênfase estrutura sua metodologia. A partir da análise sistemática das provas anteriores, do monitoramento das tendências das bancas e da experiência prática de professores que atuam nas principais carreiras jurídicas, os programas são organizados para oferecer preparação integrada, coerente e alinhada às exigências reais dos certames.
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O caminho até a magistratura não se esgota na superação da prova objetiva. O ENAM é o primeiro marco técnico de uma trajetória mais ampla, que exigirá maturidade intelectual, clareza na exposição escrita e oral e estabilidade de desempenho ao longo de múltiplas avaliações.
Com método consistente, direcionamento adequado e constância nos estudos, cada etapa deixa de representar obstáculo isolado e passa a integrar um processo natural de amadurecimento profissional.
A construção dessa trajetória começa antes mesmo da publicação do edital e se fortalece com planejamento estratégico e disciplina contínua.
Escrito por Letícia Trajano. Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduada em Advocacia Trabalhista e Previdenciária. Revisora Jurídica no Curso Ênfase.
Curso Ênfase – Pela mão até a aprovação!