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ToggleEntendendo a VUNESP: o perfil da banca do TJSP
Compreender o perfil da Fundação VUNESP é um passo estratégico e indispensável para quem pretende avançar na primeira fase da Magistratura paulista. Não se trata apenas de conhecer o conteúdo programático, mas de entender como a banca cobra, o que prioriza e qual nível de profundidade exige.
A VUNESP é historicamente responsável pela organização dos concursos do TJSP e mantém um padrão relativamente estável de elaboração. Esse fator, longe de reduzir a dificuldade do exame, torna a preparação mais técnica: quem estuda com método e conhece o estilo da banca sai em vantagem.
A VUNESP se caracteriza, nos concursos da magistratura paulista, pela objetividade e pela precisão técnica. Os enunciados são, em regra, diretos, com casos concisos e situações jurídicas bem delimitadas, sem construções excessivamente abstratas.
Isso não reduz o grau de exigência. Ao contrário, a banca cobra leitura extremamente atenta e interpretação literal e sistemática da legislação, especialmente no que se refere a:
- redação exata de dispositivos legais;
- exceções previstas em lei;
- prazos, requisitos e pressupostos específicos;
- distinções conceituais entre institutos próximos.
Por essa razão, a lei seca ocupa posição central na prova. Constituição Federal, códigos e legislação especial são fontes recorrentes e decisivas.
A jurisprudência consolidada também desempenha papel relevante. A VUNESP costuma priorizar:
- entendimentos pacificados;
- súmulas;
- temas repetitivos;
- posições majoritárias e estáveis do STF e do STJ.
Não é comum a cobrança de decisões isoladas ou teses recentes. Em muitos casos, a jurisprudência funciona como critério de refinamento da questão, definindo a alternativa correta entre opções tecnicamente próximas.
A incidência de doutrina é menor e, quando aparece, geralmente envolve conceitos clássicos e posições majoritárias, sem aprofundar debates altamente controvertidos. Isso reforça o perfil técnico e pragmático do exame.
A estrutura da prova apresenta padrão relativamente estável entre as edições. O formato das alternativas tende a ser semelhante, a linguagem é técnica e clara, e a dificuldade decorre do domínio do conteúdo, não de ambiguidades ou armadilhas.
Na prática, esse perfil exige:
- leitura sistemática e reiterada da lei seca;
- revisão constante de dispositivos historicamente mais cobrados;
- estudo direcionado de jurisprudência consolidada;
- prática intensiva de questões anteriores da VUNESP;
- realização de simulados com controle de tempo.
Mais do que acumular conteúdo, o candidato precisa desenvolver precisão normativa e segurança técnica. Entender a VUNESP é compreender que a aprovação na Magistratura paulista depende de método, constância e domínio legislativo sólido.
Impressões da prova do 192º concurso do TJSP: estrutura e conteúdo
A prova objetiva da Magistratura paulista manteve uma estrutura que, por si só, orienta a estratégia de preparação: 100 questões distribuídas em três blocos temáticos, com recortes bem definidos. Isso significa que não basta ter bom desempenho global. É indispensável atingir rendimento consistente em cada bloco, evitando concentração excessiva em apenas uma área.
O Bloco I, com 30 questões, reúne Direito Civil, Processo Civil, Direito do Consumidor e Direito da Criança e do Adolescente. Exige domínio técnico dos institutos clássicos, leitura atenta de dispositivos legais e compreensão de exceções, com incidência relevante de jurisprudência consolidada, especialmente em temas sensíveis do Processo Civil, responsabilidade civil e tutela de direitos.
O Bloco II, com 35 questões, abrange Direito Penal, Processo Penal, Direito Constitucional e Direito Eleitoral. Trata-se de um bloco tradicionalmente decisivo, pois combina alta densidade técnica com forte incidência de entendimentos consolidados dos tribunais superiores. Penal e Processo Penal exigem atenção a conceitos, prazos e procedimentos. Constitucional e Eleitoral costumam explorar teses firmadas pelo STF, muitas vezes como critério de desempate entre alternativas próximas.
O Bloco III, também com 35 questões, contempla Direito Empresarial, Tributário, Ambiental, Administrativo, Noções Gerais de Direito, Formação Humanística e Direitos Humanos. Pela amplitude temática, exige planejamento mais criterioso, com foco nos pontos historicamente mais cobrados.
A leitura literal da legislação e noções estruturantes de cada ramo são determinantes, sem afastar a importância da jurisprudência consolidada.
De modo geral, a prova apresentou perfil objetivo e técnico, pressupondo domínio da legislação, familiaridade com jurisprudência consolidada e capacidade de identificar rapidamente o núcleo do problema apresentado no enunciado.
A divisão em blocos reforça a necessidade de preparação equilibrada entre os eixos cível, penal/constitucional e empresarial/administrativo-tributário.
O que as estatísticas indicam?
Com base na análise interna do Curso Ênfase, considerando especificamente os dados estatísticos da prova objetiva do TJSP 2025, o padrão de cobrança da VUNESP distribuiu-se da seguinte forma:
- 60% das questões baseadas exclusivamente em legislação;
- 24% com base predominante em jurisprudência;
- 8% combinando legislação e jurisprudência;
- 5% com foco em doutrina;
- 2% combinando legislação e teoria;
- 1% combinando jurisprudência e teoria.
O dado central é claro: a lei seca é estruturante, pois cerca de 70% das questões envolvem algum componente legislativo. Ao mesmo tempo, a jurisprudência é decisiva para definir acertos em questões-chave, especialmente quando o texto legal admite mais de uma interpretação.
Em síntese, o candidato competitivo no TJSP combina leitura sólida da legislação, domínio de jurisprudência consolidada e prática intensa de questões no padrão da VUNESP.
Prova comentada do 192º concurso do TJSP
A prova objetiva não se encerra com a divulgação do gabarito. Para o candidato estratégico, ela marca o início de uma etapa ainda mais relevante: a análise técnica aprofundada do exame.
O Curso Ênfase disponibiliza a prova comentada do 192º Concurso do TJSP, estruturada para transformar cada uma das 100 questões em instrumento real de evolução.
O material apresenta:
- indicação da alternativa correta;
- explicação técnica detalhada sobre os equívocos das demais alternativas;
- fundamentação adequada (legal, jurisprudencial ou doutrinária) conforme a matriz de cobrança da questão;
- esclarecimento de pontos controvertidos, quando pertinente;
- análise do grau de exigência técnica e do raciocínio esperado pela banca.
Mais do que indicar respostas, a proposta é revelar a lógica de construção da questão. Em concursos de magistratura, a diferença entre acerto e erro costuma estar em uma exceção legal, em um entendimento consolidado ou em uma leitura sistemática precisa do dispositivo normativo.
A prova comentada permite identificar exatamente onde ocorreu a falha: ausência de domínio da lei seca, desconhecimento de jurisprudência pacificada, confusão conceitual ou interpretação equivocada do enunciado.
Além disso, cada item foi classificado conforme a matriz predominante de cobrança (legislação, jurisprudência, doutrina ou combinações) permitindo ao candidato:
- visualizar o padrão efetivo de incidência da prova;
- mapear seus pontos de fragilidade;
- alinhar sua preparação ao perfil real da VUNESP;
- ajustar o planejamento de estudos com base em dados objetivos.
Embora se trate de análise extraoficial, o trabalho segue critérios rigorosos de correção e responsabilidade técnica, com foco em profundidade e precisão.
Para acessar a prova comentada completa, clique aqui.
A proposta é simples: transformar cada questão em aprendizado estruturado e estratégico. Porque, para quem busca a magistratura, revisar não é apenas reler, é compreender, ajustar e evoluir.
Compromisso com a sua aprovação
A preparação para a magistratura exige método, constância e estratégia. O Curso Ênfase construiu sua trajetória justamente com foco em alta performance para carreiras jurídicas, oferecendo formação técnica estruturada e alinhada ao perfil das bancas e às exigências reais das provas.
Nossa metodologia se apoia em três pilares objetivos.
- Método direcionado. Cada curso é estruturado com base em análise estatística de provas anteriores, identificação de temas recorrentes, estudo do perfil das bancas e acompanhamento de tendências legislativas e jurisprudenciais. O foco não é estudar tudo, mas estudar com critério e precisão.
- Atualização permanente. Alterações legislativas e novos precedentes impactam diretamente os concursos. Por isso, mantemos atualização contínua de materiais, acompanhamento de informativos dos tribunais superiores, revisões periódicas e simulados alinhados ao padrão atual das bancas.
- Evolução do aluno. A preparação envolve diagnóstico constante de desempenho. Simulados, sistemas de questões, análises estatísticas e acompanhamento pedagógico permitem identificar fragilidades, ajustar o plano de estudos e desenvolver maturidade técnica para todas as fases do certame.
O compromisso é claro: transformar o estudo em desempenho consistente e competitivo.
Oportunidades para habilitados e não habilitados: estratégias de preparação
A divulgação do resultado da primeira fase não encerra o processo. Ela apenas redefine a estratégia. O momento exige análise objetiva do desempenho e ajuste técnico da preparação.
Para quem foi habilitado, o foco deve ser integral na segunda fase. A etapa discursiva e as sentenças exigem mais do que conhecimento teórico. Exigem capacidade argumentativa, técnica de redação jurídica, organização lógica do raciocínio e aplicação segura do Direito.
A preparação deve concentrar-se em treino intensivo de questões discursivas, prática constante de sentenças cíveis e criminais, revisão de jurisprudência consolidada, simulações com controle rigoroso de tempo e correção criteriosa das respostas.
Aqui, o diferencial deixa de ser apenas saber o conteúdo e passa a ser saber estruturá-lo com clareza e fundamentação adequada.
Para quem não alcançou a habilitação, o momento é de diagnóstico técnico. É necessário identificar em qual bloco houve maior perda de pontos, se os erros decorreram de falhas na lei seca, na jurisprudência ou na interpretação, e se houve desequilíbrio entre as áreas.
Refazer a prova comentada com olhar crítico é essencial para compreender a origem dos equívocos. Em muitos casos, o caminho passa por retomar uma preparação mais estruturada, com ciclo completo das disciplinas fundamentais, atualização legislativa e jurisprudencial contínua, simulados periódicos e acompanhamento real de desempenho. A magistratura exige base sólida, não estudo fragmentado.
Independentemente do resultado, alguns pilares permanecem indispensáveis. A preparação deve ser equilibrada entre os três blocos da prova. A lei seca precisa ocupar posição central no estudo. A jurisprudência consolidada deve ser acompanhada de forma constante.
A prática massiva de questões no padrão da VUNESP é essencial para internalizar o estilo da banca. Um planejamento realista e individualizado garante consistência. E o uso de materiais atualizados e direcionamento técnico adequado transforma estudo em desempenho mensurável.
Na magistratura, improviso não é estratégia. Método, constância e ajuste contínuo fazem a diferença.
Conclusão
O 192º concurso do TJSP confirma que a aprovação é resultado de preparação estratégica. A prova objetiva, aplicada em 30 de novembro de 2025, com 100 questões divididas em três blocos, exige estudo equilibrado, domínio técnico e compreensão clara do perfil da banca.
A VUNESP mantém um padrão objetivo, com forte incidência de lei seca e jurisprudência consolidada. Isso exige preparação consistente, sem lacunas entre as áreas cíveis, penais, constitucionais e empresariais/administrativas, além de treino intensivo de questões no estilo da banca.
A prova comentada elaborada pelo Curso Ênfase permite transformar o exame em ferramenta de evolução. A análise técnica de cada questão, com fundamentação adequada e classificação da matriz de cobrança, ajuda o candidato a identificar falhas e ajustar o planejamento com base em dados concretos.
Independentemente do resultado na primeira fase, o caminho permanece aberto.
Para os habilitados, é hora de aprofundar técnica discursiva e treino de sentenças.
Para os não habilitados, o momento é de ajuste estratégico e fortalecimento da base.
O concurso para Juiz Substituto do TJSP, com subsídio inicial de R$34.083,14 e forte relevância institucional, exige preparação completa para todas as etapas: objetiva, escrita, oral e títulos.
Nesse contexto, o Curso Ênfase se posiciona como parceiro estratégico, oferecendo metodologia estruturada, professores experientes e atualização permanente para uma preparação sólida e direcionada.
Conheça nossos cursos regulares para Juiz de Direito:
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Confira também os nossos outros cursos regulares:
Curso Juiz Federal e Juiz de Direito
Curso Defensor Público Federal e Estadual
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A magistratura paulista não é fruto de improviso. É resultado de método, constância e direcionamento técnico.
Este pode ser o ano da sua virada. Invista na sua preparação com inteligência, mantenha o foco e conte com o Curso Ênfase para transformar esforço em aprovação. Estamos juntos nessa trajetória.
Escrito por Letícia Trajano. Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduada em Advocacia Trabalhista e Previdenciária. Revisora Jurídica no Curso Ênfase.
Curso Ênfase – Pela mão até a aprovação!