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TogglePanorama do I concurso do TRF6
A prova objetiva do I concurso do TRF6 foi composta por 100 questões de múltipla escolha, distribuídas em três blocos temáticos, cada qual reunindo disciplinas estruturantes da magistratura federal. Cada item apresentou cinco alternativas (A a E), com apenas uma correta, mantendo o padrão clássico da Fundação Getulio Vargas para concursos de alta complexidade.
A organização por blocos não é meramente formal. Ela revela uma lógica de segmentação por núcleos de competência jurídica, exigindo do candidato domínio equilibrado entre diferentes áreas do Direito, com abordagem simultaneamente normativa, jurisprudencial e, em menor medida, doutrinária.
Bloco I – Núcleo constitucional e penal da magistratura federal
O Bloco I concentrou disciplinas de forte incidência prática na jurisdição federal: Direito Constitucional, Direito Previdenciário, Direito Penal, Direito Processual Penal e Direito Econômico e de Proteção ao Consumidor.
Trata-se do núcleo mais sensível à atuação da Justiça Federal, especialmente em razão da competência material da União e das autarquias federais. As questões exigiram leitura técnica da Constituição, domínio de precedentes consolidados dos tribunais superiores e compreensão da aplicação concreta das normas em situações fáticas complexas.
Não se tratou de cobrança meramente conceitual. A FGV privilegiou hipóteses contextualizadas, exigindo identificação do fundamento correto, distinção entre competências e atenção à literalidade legislativa.
Bloco II – Núcleo patrimonial e processual
O Bloco II reuniu Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Empresarial e Direito Financeiro e Tributário.
Aqui, o exame voltou-se aos fundamentos das relações privadas, à técnica processual e às estruturas de responsabilidade patrimonial e tributária. A cobrança demandou precisão na aplicação de institutos clássicos, leitura sistemática do Código Civil e do Código de Processo Civil, além de atenção à jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça.
Em matéria tributária e financeira, a prova reforçou a necessidade de domínio da legalidade estrita e das balizas constitucionais da tributação, evidenciando que a magistratura federal exige segurança técnica na solução de conflitos envolvendo arrecadação, competência tributária e controle judicial de exações.
Bloco III – Núcleo administrativo e humanístico
O Bloco III integrou Direito Administrativo, Direito Ambiental, Direito Internacional Público e Privado, Noções Gerais de Direito e Formação Humanística e Direitos Humanos.
Esse bloco evidencia uma característica relevante da magistratura contemporânea: o juiz federal não atua apenas como intérprete de normas, mas como agente institucional inserido em um sistema constitucional de proteção de direitos fundamentais e de controle da Administração Pública.
A presença das disciplinas humanísticas e de direitos humanos reforça a exigência de postura crítica, compreensão axiológica do ordenamento e visão sistêmica do papel jurisdicional.
O que esse formato revela sobre o perfil da prova
A distribuição das 100 questões entre três blocos com naturezas distintas demonstra que a FGV exige desempenho uniforme e consistente. Não basta excelência em um único eixo do Direito.
A estrutura por blocos, aliada aos critérios mínimos de acertos em cada um deles, impede estratégias de compensação. O candidato não pode “recuperar” um desempenho fraco em um bloco com pontuação elevada em outro. A lógica é clara: a magistratura federal exige formação integral.
A prova também revelou que:
- a leitura atenta da lei seca é indispensável;
- a jurisprudência consolidada é frequentemente determinante para a escolha da alternativa correta;
- a interpretação sistemática supera a memorização isolada;
- a capacidade de identificar o núcleo do problema jurídico é decisiva diante de enunciados extensos.
Em síntese, o I concurso do TRF6 inaugurou seu primeiro concurso mantendo o rigor técnico tradicional dos TRFs, mas já sinalizando um perfil de cobrança que privilegia densidade normativa, aplicação prática e coerência sistêmica.
Esse panorama é fundamental para que o candidato compreenda que a preparação para a magistratura federal não pode ser fragmentada. Ela deve ser estruturada, transversal e estrategicamente direcionada.
Perfil das questões do I concurso do TRF6 e estratégia de estudo
A Fundação Getulio Vargas mantém um padrão relativamente estável nos concursos da magistratura federal: prioridade clara à lei seca, forte incidência de jurisprudência consolidada e uso pontual da doutrina como elemento de contextualização ou refinamento técnico.
A análise estatística das últimas provas dos TRFs confirma que a maioria das questões envolve interpretação direta de dispositivos legais, enquanto precedentes e súmulas ocupam o segundo maior espaço. A doutrina aparece de forma residual, geralmente para sofisticar a construção das alternativas.
A prova do TRF6 seguiu exatamente essa lógica. As questões exigiram domínio da literalidade normativa, identificação precisa do dispositivo aplicável e atenção a detalhes técnicos que diferenciavam alternativas muito semelhantes.
A FGV trabalha com enunciados extensos e situações fáticas contextualizadas, o que impõe leitura estratégica e capacidade de reconhecer rapidamente o núcleo jurídico do problema apresentado. Não se trata apenas de saber o conteúdo, mas de saber aplicá-lo com precisão.
Para o candidato do TRF6, a conclusão é objetiva: não há espaço para preparação dissociada da lei seca. A leitura sistemática e atualizada da Constituição, dos códigos e das leis especiais deve ocupar posição central no planejamento.
Paralelamente, a atualização constante da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça é indispensável, sobretudo em matérias constitucionais, penais, processuais e tributárias.
Outro ponto estratégico é a resolução reiterada de provas anteriores da FGV. A familiaridade com o estilo da banca permite identificar padrões de cobrança, recorrência temática e armadilhas redacionais. A prática contínua desenvolve não apenas conhecimento, mas também velocidade de raciocínio e segurança na escolha da alternativa correta.
Além disso, a estrutura por blocos e a exigência de desempenho mínimo em cada um deles impedem estratégias baseadas em compensação. Muitos candidatos concentram esforços apenas nas disciplinas com maior afinidade e negligenciam matérias como Direito Administrativo, Ambiental, Internacional ou Formação Humanística.
Contudo, é justamente nessas áreas que surgem eliminações inesperadas. A magistratura federal exige regularidade e formação integral, não excelência isolada em um único núcleo.
A prova do TRF6 reforça uma mensagem recorrente nos concursos de alta performance: preparação sólida significa base normativa consistente, atualização jurisprudencial contínua e treino estratégico por meio de questões. Quem organiza o estudo sob essa lógica transforma a primeira fase em etapa previsível dentro de um planejamento estruturado.
A prova comentada do I concurso do TRF6: análise técnica e ferramenta estratégica
A equipe do Curso Ênfase elaborou um material exclusivo com a análise comentada das 100 questões da prova objetiva do I concurso do TRF6, oferecendo um exame técnico completo da avaliação.
Cada item foi analisado de forma minuciosa, com fundamentação precisa e indicação clara dos equívocos presentes nas alternativas incorretas, sempre com base na legislação, na jurisprudência consolidada ou na doutrina aplicável.
O material não se limita à divulgação de um gabarito: ele reconstrói o raciocínio exigido pela banca, demonstra o caminho técnico que conduz à alternativa correta e evidencia as sutilezas que tornam as demais opções incorretas.
Além da correção jurídica, a prova comentada identifica o perfil de cobrança de cada questão, classificando-a conforme a matriz predominante, seja legislação, jurisprudência, doutrina ou combinações entre essas fontes. Isso permite ao candidato compreender, com precisão, quais eixos pautaram a prova e quais fontes devem ser priorizadas no ajuste da preparação.
O grande diferencial do material está no diagnóstico estratégico que ele proporciona. Ao cruzar seu desempenho individual com a matriz estatística da avaliação, o candidato consegue mapear padrões de erro, identificar fragilidades recorrentes e localizar lacunas específicas de estudo.
Assim, o resultado da objetiva deixa de ser apenas um número e se transforma em ferramenta concreta de aperfeiçoamento para as próximas etapas.
O acesso à Prova Comentada é gratuito. Para visualizar a análise integral, clique aqui.
Por que o Ênfase se preocupa com estatística de provas?
O Curso Ênfase não trabalha com percepção subjetiva sobre o perfil das bancas. A preparação é orientada por análise estatística concreta das provas anteriores da magistratura federal.
No levantamento realizado com base nos concursos do TRF1 (XVIII – 2025), TRF1 (XVII – 2023), TRF3 (XXI – 2025) e TRF5 (XV – 2025), identificou-se que 52,5% das questões foram fundamentadas exclusivamente em legislação, 27,0% exclusivamente em jurisprudência, 11,3% combinaram legislação e jurisprudência, 5,5% foram baseadas apenas em doutrina, 3,5% envolveram legislação e doutrina e apenas 0,2% combinaram jurisprudência e doutrina.
Isso significa que, no conjunto dessas provas, 67% das questões continham algum componente legislativo.
Esse padrão também se confirmou no I concurso do TRF6. Nessa prova, 52% das questões foram baseadas exclusivamente em legislação, 29% exclusivamente em jurisprudência, 12% combinaram legislação e jurisprudência, 6% foram exclusivamente doutrinárias e 1% envolveram jurisprudência e doutrina.
Os dados revelam uma diretriz objetiva: a lei seca ocupa posição central na preparação para a magistratura federal. A jurisprudência consolida e complementa a base normativa, enquanto a doutrina atua de forma residual.
É por isso que o Ênfase estrutura seus cronogramas com foco prioritário na leitura legislativa estratégica, sem negligenciar a atualização jurisprudencial, oferecendo ao aluno uma preparação direcionada às reais matrizes de cobrança das bancas.
Critérios de corte e cálculo da nota
No concurso do TRF6, não basta obter alta pontuação global. O edital exige desempenho mínimo em cada bloco, o que impede estratégias de compensação e impõe regularidade.
Será considerado habilitado o candidato que alcançar, simultaneamente, pelo menos 12 acertos no Bloco I, 9 no Bloco II e 9 no Bloco III, além de 60 acertos no total das 100 questões. O não atingimento de qualquer desses critérios gera eliminação automática, ainda que a pontuação global seja elevada.
A nota final da Prova Objetiva Seletiva (NFPOS) corresponde à soma das pontuações obtidas em cada bloco (NFPOS = NB1 + NB2 + NB3), sendo NB1, NB2 e NB3 as somas dos pontos de cada bloco. A classificação é definida a partir dessa nota final, observados os critérios mínimos de habilitação.
Para a segunda etapa, serão convocados os candidatos melhor classificados após o julgamento dos recursos: até 200 candidatos, se houver até 1.500 inscritos, ou até 300, caso o número de inscritos seja superior a esse patamar. Empates na última posição de corte garantem a convocação.
Os candidatos às vagas reservadas (pessoas com deficiência, negros ou indígenas) devem obter nota mínima 6,0 na objetiva para avançar, concorrendo tanto pela lista geral quanto pela específica.
O modelo confirma o caráter fortemente eliminatório da primeira fase e reforça a necessidade de preparação equilibrada em todos os blocos do edital.
Conclusão
A prova objetiva do I concurso do TRF6 deixou uma mensagem clara: a magistratura federal exige formação integral, domínio consistente da lei seca, atualização jurisprudencial contínua e desempenho equilibrado em todos os blocos. Não há espaço para improviso, tampouco para estratégias fragmentadas.
A estrutura de cortes mínimos por bloco, a centralidade da legislação na matriz de cobrança e o perfil técnico da FGV reforçam que a aprovação é construída com método.
A prova comentada do Curso Ênfase foi pensada exatamente para isso: transformar o resultado da objetiva em instrumento de análise, ajuste e evolução. Mais do que indicar a alternativa correta, o material permite compreender a lógica da banca, identificar padrões de erro e redirecionar o estudo com base em dados concretos.
Para quem já está em preparação contínua, a reta final não é o momento de aprender tudo do zero, mas de consolidar o que foi construído. Revisão estruturada, simulados estratégicos e organização inteligente do tempo fazem a diferença entre estar preparado e estar competitivo. Conhecimento só se converte em resultado quando há clareza, equilíbrio e direção.
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Pensando nisso, o Curso Ênfase estruturou uma turma de Revisão Final para a magistratura federal, com foco nos temas mais recorrentes, análise estatística de incidência e direcionamento específico para o perfil da FGV.
O objetivo é simples: permitir que o candidato chegue à prova com segurança técnica e controle emocional.
Porque, no fim, aprovação não é apenas acúmulo de conteúdo. É estratégia aplicada, constância disciplinada e acompanhamento qualificado. E é exatamente esse suporte que o Ênfase oferece: transformar estudo em desempenho e preparação em conquista.
Escrito por Letícia Trajano. Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduada em Advocacia Trabalhista e Previdenciária. Revisora Jurídica no Curso Ênfase.
Curso Ênfase – Pela mão até a aprovação!