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ToggleDo interior de Goiás ao banco dos magistrados
“Senhor, coloca o meu coração onde ele precisa estar.”
Essa é a frase de Dayana Martins, Juíza de Direito do TJGO (2005–2021), que compartilhou com João Mendes uma trajetória que mistura disciplina de alto nível, uma virada espiritual radical – e uma das aprovações mais rápidas que você vai ouvir falar.
Filha de um fiscal de estado que mudou a história da família pelo concurso público, Dayana cresceu no interior de Goiás, e foi criada em escola pública até se mudar para Goiânia.
A referência do pai era concreta e próxima: ela via, de perto, o que uma aprovação era capaz de transformar.
Desde cedo, o coração era ensinável – palavra dela.
Entrou na faculdade de Direito da UFG e, ainda no primeiro ano, já estava estagiando de graça em escritório de advocacia, manuseando processos físicos empoeirados, aprendendo o ofício na prática antes mesmo de ter a teoria consolidada.
A escola
Ainda na faculdade, Dayana passou no concurso para escrevente na Comarca de Goiânia.
O que poderia parecer apenas um emprego de apoio virou, na prática, uma imersão completa no universo da magistratura.
“Ali eu lidei ali com o dia a dia, aprendi a fazer despacho, as decisões, depois você vai tendo mais domínio, fui fazendo sentenças. Então eu já fui vivendo, experimentando tudo que era da carreira.”
De escrevente, foi subindo.
Assessorando juízes, sendo secretária de audiências, absorvendo o ritmo dos despachos e da lógica processual por dentro.
Enquanto os colegas cogitavam largar tudo e ir estudar em São Paulo, Dayana ouvia o pai:
“Filha, o seu trabalho é uma escola.”
E era.
Só que havia um preço: a assessoria consumia tempo demais.
Para abrir espaço para o cursinho e para o estudo, ela tomou uma decisão difícil – abriu mão do cargo de assessora, retornou ao gabinete e reorganizou a agenda.
O método 48, 7 e 30
Dayana começou a estudar para a magistratura em agosto.
Tomou posse com 23 anos, em setembro do ano seguinte.
Em menos de um ano conquistou a tão sonhada aprovação.
O que explica isso não é talento extraordinário, nem sorte.
É o que ela chama de técnica somada à força de vontade – e a combinação dessas duas coisas, ela diz, é um acelerador.
O método era simples no desenho, mas exigente na execução: revisão em intervalos fixos, 48 horas, 7 dias e 30 dias. Tudo que ela estudava num dia, ela revisava nesses três momentos.
“Eu tinha um cronograma de fazer processo de revisão, que era muito preciso. Então, tudo que eu estudava, eu revisava em 48 horas, uma semana e com 30 dias.”
Na prática, ela anotava tudo que havia estudado no dia numa agenda física – o caderno, o intervalo de páginas, o tema.
À noite, quando voltava do cursinho, já cansada, pegava a agenda e revisava o que havia estudado dois dias antes e sete dias antes.
Aos sábados, fazia a revisão dos 30 dias.
“Em menos de seis meses, praticamente acompanhando o material que eu tava estudando […] praticamente eu vi o edital quase quatro vezes.”
Um detalhe que ela faz questão de destacar: a mente fresca era reservada para conteúdo novo.
A revisão ficava para o final do dia – porque rever o que você já viu é mais leve do que absorver algo inédito.
Anotou essa dica?
O que Dayana fez e deu certo
- Confiou no material
Dayana escolheu um material de confiança e não ficou trocando. Assistia às aulas, anotava tudo e enxugava o conteúdo.
“Quando você começa com a técnica, com a estratégia, um material de confiança […] você não vai ficar com dúvida. ”
- Levou a lei seca a sério
Dayana bate nessa tecla com força: a lei seca é um dos pilares da aprovação, e a maioria foge dela.
“Você não gosta porque você não domina, porque você não tem intimidade, então você tá correndo dela, não corre, enfrenta que você vai ver que vai ficar mais fácil.”
Ela tinha um cronograma separado só para lei seca – lia a Constituição, o Código Civil e as legislações do edital da primeira à última página.
- Fez exercícios de forma estratégica
Ela avançava no edital e, ao terminar um tópico, ia direto para a bateria de exercícios sobre aquele assunto. Quando chegou nos 80% do edital, passou a simular provas completas, cronometradas, no mesmo horário do dia em que a prova aconteceria.
“Eu já trabalhava a minha mente mais ou menos na mesma hora que era a prova […] treinando o meu cérebro ali até na velocidade para responder às questões.”
A aprovação
Na hora que saiu o resultado, Dayana abriu o envelope na Corte Especial com o coração na boca.
Saiu correndo para ligar para o pai.
“Pai, passei!”
Ela tomou posse com 23 anos – no último concurso antes da Emenda Constitucional 45, que passou a exigir três anos de prática jurídica para ingressar na magistratura.
Ela mal tinha essa contagem.
Ficou em suspense até o último momento sobre se a banca aceitaria sua candidatura.
E ela aceitou.
De repente, Deus
Em 2021, pós-pandemia, veio o que ela chama de metanoia – uma reprogramação mental completa.
Ela havia começado a ler a Bíblia pela primeira vez na vida.
Um versículo entrou como flecha: onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração.
“Eu estava ganhando muitos títulos do CNJ de produtividade […] e a minha família tinha o meu o ‘resto’, o resto da minha energia, o resto do que do que eu tinha vivido no dia.”
Em agosto de 2021, no mesmo mês em que havia um novo concurso para magistratura com 12.000 inscritos, Dayana pediu exoneração.
“Era 12.000 querendo entrar e a Dayana pedindo para sair.”
O topo que ninguém esperava
Hoje, Dayana vive no interior de Goiás com o marido e os filhos.
Escreveu A Minha Última Sentença, onde conta essa travessia em detalhes – incluindo as técnicas de estudo, o emocional do concurso e a virada espiritual.
Compartilha sua história nas redes e, com a mesma lógica de revisão que a levou à magistratura, conduz leituras da Bíblia com método.
“Eu vivi esse processo, e acredito que Deus tem planos incríveis para sua vida. Eu acredito que a gente precisa entender o nosso chamado enquanto é tempo.”
Direcionamento Nível Ênfase
Dayana é um exemplo de que, quando técnica e propósito andam juntos, os resultados chegam muito mais rápido do que você imagina.
Se você quer aplicar o mesmo nível de disciplina e estratégia nos seus estudos para a magistratura, o MP ou qualquer outra carreira jurídica, clique aqui e comece sua jornada conosco.
E para assistir à entrevista completa do João Mendes com Dayana Martins, clique aqui!
Abraço,
Time Ênfase