| Resposta direta
Nas três últimas provas objetivas das carreiras da Advocacia-Geral da União, aplicadas em 2022 pelo Cebraspe, quatro disciplinas responderam por 55,1% das 300 questões: Constitucional e Processual Civil com 15,7% cada, Administrativo com 12,7% e Tributário com 11,0%. A legislação aparece em 84,3% das questões e a jurisprudência em 36,0%. Dos temas cobrados, 85% apareceram uma única vez. |
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TogglePor que fizemos esta conta
Quem se prepara para a advocacia pública federal enfrenta um problema de escala antes de enfrentar um problema de conteúdo. O programa das quatro carreiras reúne mais de vinte disciplinas jurídicas, e o candidato tem, na prática, entre doze e vinte e quatro meses para cobri-las.
Nesse cenário, a pergunta útil não é “o que preciso saber”. É “o que a prova efetivamente cobra, e em que proporção”. A diferença entre as duas perguntas é a diferença entre um plano de estudos que cabe no calendário e um que não cabe.
O que este levantamento faz é simples: classificar questão por questão e devolver o peso real de cada disciplina. Isso não autoriza ninguém a ignorar matéria. Autoriza a decidir a ordem, e a ordem é a única variável que o candidato controla de verdade.
Com a criação do Exame Nacional da Advocacia Pública , aprovada pelo Conselho Superior da AGU em 4 de setembro de 2026, essa conta ficou mais importante, não menos. Se existe uma habilitação prévia comum às quatro carreiras, ela só pode cobrar aquilo que é comum às quatro. Quem entendeu isso primeiro estuda com vantagem.
Como o levantamento foi feito
Transparência de método é o que separa estatística de chute, então vale a pena gastar dois parágrafos nisso.
A base. Base de Questões do Curso Ênfase, com o universo de questões objetivas das carreiras jurídicas da AGU disponíveis para classificação.
O recorte. Foram 300 questões, correspondentes às três últimas provas objetivas das carreiras jurídicas federais: Advogado da União, Procurador Federal e Procurador da Fazenda Nacional, com 100 questões cada. Todas foram aplicadas em 2022, e todas pelo Cebraspe.
A composição da amostra e por que ela é analisada em bloco. As três provas são da mesma organizadora. O artigo, ainda assim, analisa o agregado e não fatia o resultado por banca. A razão é de preparação, não de estatística: quem estuda para advocacia pública precisa estar preparado para qualquer banca que venha a organizar o certame, e um perfil construído sobre uma única organizadora induziria ao erro contrário.
A unidade de análise. Cada questão recebeu uma disciplina, um núcleo temático e um tema, além da classificação da fonte da resposta, isto é, de onde o candidato precisava tirar a solução: legislação, jurisprudência, teoria ou a combinação delas. O núcleo temático é a unidade intermediária, e é a que interessa ao planejamento: “Controle de Constitucionalidade” é núcleo, “Direito Constitucional” é disciplina.
Um limite que precisa vir antes de qualquer número. Não há prova de Procurador do Banco Central nesse recorte. Nenhuma. O concurso da carreira não é aberto desde 2013. O que este artigo diz sobre o Banco Central vem de uma classificação separada, da prova de 2013, e está marcado como tal na seção própria.
Constatação 1: quatro disciplinas concentram 55,1% da prova
Constitucional, Processual Civil, Administrativo e Tributário somam 55,1% das 300 questões. Acrescentando Direito Civil, chega-se a 63,4%.
Esse é o mesmo bloco que a comunidade de concurseiros chama de núcleo duro da preparação para procuradorias, e o levantamento confirma o consenso com número. Cinco disciplinas em vinte e duas respondem por quase dois terços da prova.
A tabela completa de peso por disciplina
Percentual sobre as 300 questões do agregado.
| Disciplina | Questões | % da prova |
| Direito Constitucional | 47 | 15,7% |
| Direito Processual Civil | 47 | 15,7% |
| Direito Administrativo | 38 | 12,7% |
| Direito Tributário | 33 | 11,0% |
| Direito Civil | 25 | 8,3% |
| Direito Previdenciário | 19 | 6,3% |
| Direito Empresarial | 14 | 4,7% |
| Direito Financeiro | 13 | 4,3% |
| Direito Ambiental | 9 | 3,0% |
| Legislação Especial da Advocacia Pública | 8 | 2,7% |
| Direito Internacional Público | 6 | 2,0% |
| Direito Processual Penal | 6 | 2,0% |
| Direito Penal | 6 | 2,0% |
| Direito Processual do Trabalho | 5 | 1,7% |
| Direito Eleitoral | 5 | 1,7% |
| Direito Econômico | 4 | 1,3% |
| Direito Agrário | 4 | 1,3% |
| Direito Educacional | 3 | 1,0% |
| Direito Internacional Privado | 3 | 1,0% |
| Direito Individual do Trabalho | 3 | 1,0% |
| Direito Digital | 1 | 0,3% |
| Direito Coletivo do Trabalho | 1 | 0,3% |
| Total | 300 | 100% |
Constatação 2: cada carreira tem uma assinatura própria
O agregado descreve a base comum. Ele não descreve nenhuma das três provas isoladamente, e é aí que está o achado mais útil deste levantamento.
| Carreira | O que a prova prioriza | O que é exclusivo dela |
| Advogado da União | Processual Civil 16, Constitucional 15, Administrativo 10, Civil 10 | Legislação Especial da Advocacia Pública, com 8 questões, e Direito Eleitoral, com 5 |
| Procurador Federal | Administrativo 17, Constitucional 13, Processual Civil 13, Previdenciário 10 | Direito Agrário, com 4 questões, e Direito Educacional, com 3 |
| Procurador da Fazenda Nacional | Tributário 22, Constitucional 19, Processual Civil 18, Administrativo 11 | Nenhuma questão de Ambiental, Agrário, Penal ou Eleitoral |
Cada uma dessas assinaturas é o retrato da atividade.
O Advogado da União é a carreira mais espalhada e a mais institucional. É a única das três que cobra com peso a estrutura e o funcionamento da própria AGU, e a única que cobra Direito Eleitoral e Direito Internacional Privado.
O Procurador Federal é a carreira das autarquias e fundações federais, e a prova reflete a clientela: o INSS puxa Previdenciário, o INCRA puxa Agrário, o FNDE e as universidades puxam Educacional, o IBAMA e o ICMBio puxam Ambiental.
O Procurador da Fazenda Nacional é a mais concentrada das três. Tributário, Constitucional e Processual Civil somam 59% da prova. Quem gosta de amplitude vai estranhar; quem gosta de profundidade em contencioso fiscal encontrou o seu lugar.
Constatação 3: a legislação aparece em 84,3% das questões
A classificação da fonte da resposta é, na minha experiência, o dado que mais muda a rotina de estudo de quem o lê, e é o mais ignorado nos planejamentos.
No agregado das 300 questões, a legislação aparece em 84,3% delas, a jurisprudência em 36,0% e a teoria em apenas 5,7%. Aberto em categorias exclusivas:
| Fonte da resposta | Agregado AGU | Advogado da União | Procurador Federal | Fazenda Nacional |
| Legislação pura | 59,3% | 42,0% | 79,0% | 57,0% |
| Legislação e jurisprudência | 24,0% | 44,0% | 8,0% | 20,0% |
| Jurisprudência pura | 11,0% | 6,0% | 11,0% | 16,0% |
| Teoria pura | 3,7% | 7,0% | 1,0% | 3,0% |
| Legislação e teoria | 1,0% | 1,0% | 1,0% | 1,0% |
| Jurisprudência e teoria | 1,0% | 0,0% | 0,0% | 3,0% |
Repare no que essa tabela faz com a ideia de que as três provas são parecidas.
O Advogado da União é a prova mais combinada das três. Em 44% das questões, o candidato precisa de lei e de jurisprudência ao mesmo tempo, e a legislação pura cai para 42%. É a prova que menos se resolve com lei seca isolada.
O Procurador Federal é a prova mais legalista das três, com 79% de legislação pura e apenas 8% de questões combinadas. Faz sentido: Previdenciário, Agrário e Educacional são regimes legais densos, cheios de requisito, prazo e valor.
A Fazenda Nacional é a mais jurisprudencial do bloco federal, com 16% de jurisprudência pura, mais 3% de jurisprudência combinada com teoria.
A consequência prática é direta. Estudar por manual, sem passar pela lei, é estudar para os 5,7% de teoria pura. E preparar-se para o Advogado da União lendo apenas a lei, sem o repertório de precedentes, é ignorar quase metade da prova.
Constatação 4: 85% dos temas apareceram uma única vez
Nas 300 questões, foram identificados 167 núcleos temáticos e 249 temas distintos. Desses 249 temas, 212 apareceram uma única vez, o que corresponde a 85%.
Esse número desmonta a estratégia de decorar a lista de temas mais cobrados e parar por aí. Não existe uma lista curta que cubra a prova. O que existe é concentração no topo, com um punhado de núcleos que aparecem em toda prova, e uma cauda longuíssima que responde pelo resto.
Daí uma regra que uso em todo planejamento de advocacia pública: cobertura vence profundidade estreita. Entre saber muito sobre poucos assuntos e saber o suficiente sobre muitos, a segunda opção ganha pontos nesta prova. A profundidade se reserva aos núcleos do topo, que são poucos e identificáveis.
Os núcleos mais frequentes no agregado dão a medida disso: Controle de Constitucionalidade com 11 questões, Prestações Previdenciárias com 10, Estrutura e Funcionamento da AGU com 8, Administração Direta e Indireta com 7, Servidores Públicos com 6, Licitação com 5 e Direito Societário com 5.
Constatação 5: no Banco Central, o sistema financeiro não é uma disciplina, é uma lente
O Procurador do Banco Central entra no mesmo lote de 170 vagas e, com a taxa única, entra também no cálculo de muito mais gente do que antes. Só que não existe prova recente da carreira para classificar.
O que existe é a prova do 13º concurso, aplicada pelo Cebraspe em 6 de outubro de 2013. Classificamos as 100 questões e o resultado é o mais diferente das quatro carreiras.
O bloco Constitucional, Processual Civil, Administrativo e Tributário, que responde por 55,1% no agregado das outras três, respondeu por 28 questões na prova do Banco Central. O espaço liberado foi para Sistema Financeiro Nacional e Direito Econômico, com 12 questões, Empresarial com 10, Internacional Público com 7, Financeiro com 7, e os ramos penal e trabalhista com peso muito acima do padrão federal.
O achado principal, porém, não aparece na tabela de disciplinas. Ele aparece quando a prova é reclassificada por tema em vez de por disciplina.
Contando as questões cujo objeto é direito financeiro, econômico, sistema financeiro, regulação bancária ou orçamento público, e somando aquelas em que esse objeto decide uma alternativa relevante dentro de outra matéria, chega-se a 37 das 100 questões. Trinta e sete é maior que os 28 do núcleo duro inteiro. O tema atravessou 9 das 15 disciplinas da prova.
Alguns exemplos nomeados, porque é o que torna o critério verificável: uma questão de Direito Constitucional sobre competência federativa cujas alternativas versam sobre horário de atendimento bancário e prerrogativa fiscalizadora do Banco Central; três questões de Direito Penal sobre crimes contra o sistema financeiro nacional; seis questões de Direito Empresarial sobre liquidação extrajudicial de instituição financeira, contratos bancários e valores mobiliários; duas de Direito Internacional Público sobre a ALADI e sobre o Fundo Monetário Internacional.
A leitura que sai disso: o Banco Central não acrescenta uma disciplina ao seu edital, acrescenta uma lente que redistribui o peso da prova inteira.
Os limites desse recorte são grandes e precisam ser ditos com todas as letras: é uma prova única, de 2013, de edital próprio e não unificado. Serve como perfil qualitativo da carreira. Não serve como projeção de peso para o concurso que vem.
O DNA da advocacia pública: o federal e o estadual quase se sobrepõem
Uma pergunta que aparece sempre: quem estuda para a AGU perde o investimento se depois for para uma Procuradoria de Estado ou de Município?
Comparando o agregado federal com o levantamento de 1.300 questões de Procurador do Estado, em pontos percentuais:
| Disciplina | AGU federal | Procurador do Estado | Diferença |
| Administrativo | 12,7% | 12,6% | 0,1 |
| Previdenciário | 6,3% | 6,3% | 0,0 |
| Tributário | 11,0% | 10,7% | 0,3 |
| Constitucional | 15,7% | 12,2% | 3,4 |
| Processual Civil | 15,7% | 11,0% | 4,7 |
| Civil | 8,3% | 9,9% | 1,6 |
As divergências reais estão fora do núcleo. O estadual pesa mais em Ambiental, porque é o estado que licencia, e mais nos ramos trabalhistas, porque o estado tem servidor celetista. O federal tem exclusividade em Internacional Público, Internacional Privado e Eleitoral.
A conclusão é uma boa notícia para quem está começando: a advocacia pública tem um núcleo estável que não depende do ente nem da organizadora. O investimento migra.
Vale registrar uma diferença de perfil entre os dois levantamentos, para que ninguém compare peras com maçãs. No federal, a legislação aparece em 84,3% das questões; no estadual, em 75,2%. E a jurisprudência pura quase dobra no estadual, com 21,2% contra 11,0% do federal. A base é a mesma; a forma de cobrar não é. O detalhamento do lado estadual está na análise de 1.300 questões de Procurador do Estado.
Por onde começar nas disciplinas mais pesadas
Em nível de núcleo, sem a contagem detalhada, é por aqui que o retorno aparece mais rápido:
Direito Constitucional. Controle de Constitucionalidade é, isoladamente, o núcleo mais cobrado do levantamento federal, e também está no topo do estadual. Depois dele, Interpretação Constitucional, Poder Judiciário, Ordem Social e Direitos e Garantias Fundamentais.
Direito Processual Civil. Tutela dos direitos coletivos, difusos e individuais homogêneos aparece no topo tanto no federal quanto no estadual. No federal, o eixo recursal extraordinário e os incidentes de natureza constitucional puxam mais que no estadual.
Direito Administrativo. Administração Direta e Indireta e Servidores Públicos ocupam as duas primeiras posições nos dois universos, apenas invertidas. Licitação vem logo atrás.
Direito Tributário. É a disciplina de maior contraste entre o federal e o estadual. No estadual, os impostos do estado e do Distrito Federal dominam. No federal, a matéria é dispersa, sem núcleo hegemônico, e a única ponte segura entre os dois mundos são as Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar.
O que está no programa e não vira disciplina
Um bloco que costuma ficar de fora dos planejamentos e não deveria: a legislação institucional da advocacia pública. Ela responde por 2,7% do agregado, o que parece pouco, até você olhar a prova de Advogado da União isoladamente, onde valeu 8 questões em 100.
São oito pontos que quase ninguém estuda, sobre um material finito e de leitura rápida. Em prova de múltipla escolha com corte alto, é exatamente o tipo de bloco que decide posição.
O que um exame nacional cobra, e por que isso importa aqui
O Enap é o terceiro exame nacional de habilitação do país. Os dois que já existem, o Exame Nacional da Magistratura e o Exame Nacional dos Cartórios, mostram para que serve essa etapa.
Um exame nacional de habilitação prévia não ordena candidato e não distribui vaga. Ele estabelece um piso comum e cobra a base necessária ao exercício daquela carreira específica. Por isso a grade de cada um é o retrato da atividade que ele habilita. No exame da magistratura, o quadro de disciplinas reproduz o que um juiz de primeiro grau julga. No exame dos cartórios, a matéria notarial e registral domina, com o Direito Civil como base instrumental.
Aplicando a mesma lógica ao Enap: o que ele deve cobrar é a base comum às quatro carreiras da advocacia pública federal, e essa base é exatamente o que este levantamento mediu. Isso é leitura de tendência, não conteúdo de edital, e enquanto não houver quadro de disciplinas publicado continuará sendo.
As duas trilhas, enquanto o edital não sai
Trilha de habilitação, que é a que atravessa o corte e serve às quatro carreiras: Constitucional, Processual Civil, Administrativo, Tributário e Civil, com a lei antes de tudo, e cobertura ampla em vez de profundidade estreita.
Trilha de porta, que é a da prova específica de cada carreira, e que pode esperar. Ela só será cobrada depois da habilitação, e a escolha entre as quatro, como explico na análise do que muda com o Enap, ocorre apenas depois da prova objetiva:
| Carreira | O que priorizar |
| Advogado da União | Legislação institucional da AGU e Direito Eleitoral. Trabalhe lei e jurisprudência juntas desde o primeiro dia |
| Procurador Federal | Previdenciário e Ambiental. No Administrativo, Administração Direta e Indireta e Servidores Públicos. Lei seca em primeiro lugar |
| Procurador da Fazenda Nacional | Tributário e Financeiro, com atenção ao contencioso e ao repertório de precedentes |
| Procurador do Banco Central | A lente do sistema financeiro: Direito Econômico e Bancário, regulação, Banco Central e Conselho Monetário Nacional |
Os limites deste levantamento
São 300 questões, de três provas, todas de 2022 e todas da mesma organizadora. É uma amostra pequena em número de provas, ainda que grande em número de questões, e um recorte temporal estreito.
Não há prova de Procurador do Banco Central no recorte, e o que se afirma sobre a carreira vem de uma prova de 2013, de edital próprio, classificada à parte.
A comparação com o Procurador do Estado usa nomenclatura de classificação própria do Ênfase, aplicada de maneira uniforme aos dois universos. Nomenclatura diferente produziria fronteiras diferentes entre disciplinas vizinhas.
E nada aqui é leitura de edital do Enap, porque edital do Enap não existe.
No entanto, o volume de questões é alto o suficiente para definir um perfil seguro, e a convergência entre o levantamento federal e o estadual em Administrativo, Previdenciário e Tributário, com diferença inferior a meio ponto percentual, é um indicador forte de que o núcleo da advocacia pública é estável.
De onde vêm os números
Todas as questões vêm da Base de Questões do Curso Ênfase, classificadas questão a questão por disciplina, núcleo temático, tema e fonte da resposta. Nenhum número foi estimado: todos são contagem direta sobre as questões classificadas.
Comece pela base comum
Se você pretende disputar as vagas da advocacia pública federal, a decisão mais importante dos próximos meses não é escolher a carreira. É construir a base comum às quatro, que é o que a habilitação vai cobrar e o que a prova objetiva de cada carreira vai cobrar de novo.
É exatamente isso que os cursos de Procuradorias e de Advocacia Pública do Ênfase organizam: o núcleo comum tratado com a profundidade que o corte exige, e as trilhas de cada carreira tratadas depois, no momento certo..
Perguntas frequentes
O que mais cai nos concursos da AGU?
Nas 300 questões analisadas, Direito Constitucional e Direito Processual Civil lideram com 15,7% cada, seguidos por Direito Administrativo com 12,7% e Direito Tributário com 11,0%. As quatro somam 55,1% da prova.
Quantas questões tem a prova objetiva das carreiras da AGU?
Nas três provas analisadas, aplicadas em 2022, cada prova objetiva teve 100 questões. O número de questões do Exame Nacional da Advocacia Pública ainda não foi divulgado.
Qual carreira da AGU tem a prova mais concentrada?
A de Procurador da Fazenda Nacional. Tributário, Constitucional e Processual Civil somam 59% da prova, e não houve nenhuma questão de Ambiental, Agrário, Penal ou Eleitoral.
Estudar por lei seca ou por manual para a AGU?
A legislação aparece em 84,3% das questões e a teoria pura em apenas 5,7%. A lei precisa estar no centro. Para o Advogado da União, porém, 44% das questões exigem lei e jurisprudência ao mesmo tempo, o que torna o repertório de precedentes indispensável.
O que estudar para o Procurador do Banco Central?
Além da base comum às quatro carreiras, o sistema financeiro nacional, o direito econômico e bancário, a regulação e a estrutura do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional. Na prova de 2013 da carreira, 37 das 100 questões tocavam essa temática, distribuídas por 9 disciplinas diferentes.
Quem estuda para a AGU aproveita para Procuradoria de Estado?
Sim, em grande medida. Administrativo, Previdenciário e Tributário têm peso praticamente idêntico nos dois universos, com diferença inferior a meio ponto percentual. As divergências se concentram em Ambiental e nos ramos trabalhistas, mais pesados no estadual.
Esses números valem para o Enap?
Não como conteúdo de edital. O Enap não tem quadro de disciplinas publicado. O que este levantamento oferece é o retrato do que as provas das quatro carreiras cobraram, que é o melhor indicador disponível sobre a base comum que uma habilitação prévia tende a exigir.
Fontes
- Base de Questões do Curso Ênfase. Provas objetivas de Advogado da União, Procurador Federal e Procurador da Fazenda Nacional, Cebraspe, 2022, com 300 questões classificadas.
- Prova do 13º Concurso Público para Procurador do Banco Central, Cebraspe, aplicada em 6 de outubro de 2013, com 100 questões classificadas.
- Curso Ênfase. O que mais cai em concurso de Procurador do Estado: análise de 1.300 questões.
- Nota oficial sobre a adoção do Exame Nacional da Advocacia Pública, publicada em 4 de setembro de 2026.
Sobre o autor. Prof. João Mendes é professor da EMERJ, diretor acadêmico do Curso Ênfase, Mestre pela Universidade de Coimbra, Professor de Constitucional com mais de vinte anos de preparação de candidatos para carreiras jurídicas.
Nota de escopo
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a leitura integral do edital nem a orientação jurídica para caso concreto.
Nota sobre uso de inteligência artificial
A análise estatística que dá suporte a este texto utilizou inteligência artificial no processo de categorização e classificação de questões de concurso, com curadoria humana.