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Ser aprovada ou “morrer” tentando: como ela se tornou Juíza Federal

Juntos por toda a jornada. Pela mão até a aprovação!

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Ser aprovada ou “morrer” tentando como ela se tornou Juíza Federal

Ser aprovada ou “morrer” tentando: como ela se tornou Juíza Federal

A história inspiradora de Camila Lapolli

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  • Como tudo começou
  • Dez anos, onze provas e a armadilha do tempo
  • O dia em que ela desistiu de desistir
  • O caderno que carregou tudo
  • Equilibrando os pratos e aprendendo a descansar
  • A prova
  • Direcionamento Nível Ênfase

Como tudo começou

“Um dia eu vou ser Juíza Federal aqui.”

O pensamento surgiu sem aviso. 

Camila Lapolli tinha acabado de entrar pela primeira vez no prédio da Justiça Federal em Criciúma, e estava ali apenas para cadastrar uma senha do EPROC como advogada. 

Mas algo naquele edifício fixou dentro dela uma certeza que levaria 10 anos para se concretizar.

A partir daquele momento, não houve mais dúvida sobre o destino. 

Camila escolheu a magistratura federal.

Mas antes de chegar a esse instante, houve um caminho. 

Ainda no segundo semestre da faculdade, ela começou a estagiar no gabinete de um juiz estadual que viria a se tornar seu primeiro chefe, e mais tarde, o juiz de quem seria assessora por anos. 

Foi observando o trabalho dele que a vocação se revelou.

“Ele tinha um talento especial para ouvir, que fazia com que ele encontrasse saídas muito inovadoras às vezes, dentro da lei é claro, mas que trazia um resultado muito positivo para as partes e aquilo me encantou com a profissão.”

Camila passou por varas de família, sucessões, criminal, competências variadas da justiça estadual. 

Algumas a atraíam, outras não. 

As questões de família e sucessões, por exemplo, tinham uma intensidade que a agredia. Já o direito público a fascinava desde a faculdade. 

A magistratura federal se tornou, então, uma consequência natural dessas descobertas.

 

Dez anos, onze provas e a armadilha do tempo

Camila fez o que quase todo concurseiro faz no início: subestimou o caminho.

“Eu comecei achando que, ah, eu vou estudar aqueles três obrigatórios da prática jurídica e daqui a pouco eu passo, porque eu sempre fui boa aluna, então vai acontecer.”

Não aconteceu. 

Foram 10 anos entre o início dos estudos e a aprovação. 

11 provas realizadas. 

Aprovada apenas na 11º. 

E no meio disso, quatro anos sem sequer poder fazer prova uma pandemia e uma recessão de concursos federais simplesmente congelaram o caminho.

Camila restringiu muito seus concursos: só fez provas para magistratura federal, e apenas nos TRFs 2, 3 e 4. 

Hoje, reconhece que deveria ter expandido mais. 

Cada prova, ela percebeu depois, gerava uma evolução que nenhuma outra forma de estudo substituía.

“Tem adrenalina, a gente tem aquela memória, depois chega em casa, corrige aquilo, dói, descobre onde é que tava a resposta […] aperfeiçoa o método e absorve o conhecimento.”

Ela conta um exemplo que ilustra isso com precisão: na prova oral, um examinador de direito empresarial fugiu completamente do ponto sorteado e fez uma pergunta sobre usucapião, prazo, pura decoreba. 

Camila sabia de cabeça. 

Porque em 2017, tinha errado exatamente essa questão numa prova do TRF4, chegou em casa revoltada, decorou e nunca mais esqueceu.

“Na hora que o examinador fez a pergunta, a minha reação foi automática, eu sabia o prazo de cabeça.”

 

O dia em que ela desistiu de desistir

Se a jornada de Camila tivesse sido apenas sobre conteúdo jurídico, talvez não rendesse uma conversa tão necessária. 

Mas o que quase a derrubou não foi falta de conhecimento, foi o peso emocional das reprovações.

No primeiro concurso que fez, passou na dissertativa do TRF4. 

Isso gerou uma autoestima enorme, e junto dela, uma expectativa proporcional. 

Quando os resultados seguintes não acompanharam aquele começo, o abalo foi profundo.

“Isso me fazia questionar se eu merecia passar, se eu era boa o suficiente, se um dia aquilo ia dar certo.”

No começo, cada reprovação custava uma semana inteira sem estudar. 

Chorava, ficava paralisada. 

Pensamentos de inferioridade ocupavam a mente: por que todo mundo consegue e eu não? O que há de errado comigo?

Camila nunca pensou em desistir de verdade, diz que não é da sua personalidade. 

Mas tangenciava o pensamento. 

E foi justamente esse tangenciar que a obrigou a olhar para dentro com honestidade.

“Eu pensei profundamente, analisei profundamente as minhas razões, a minha motivação, se eu tinha outras possibilidades e eu descobri que eu queria ser juíza. Não tinha mais nada além disso que eu quisesse genuinamente fazer.”

A partir desse momento, a reprovação mudou de significado. 

Deixou de ser fracasso e virou etapa.

“Quando eu reprovava, eu pensava: ‘Uma prova a menos para minha prova’. Não é o meu momento ainda.”

O ápice dessa transformação aconteceu no mesmo ano da aprovação. 

No TRF3, Camila tirou 9,5 na sentença penal e 5,25 na sentença cível. 

Reprovou. 

Se fosse a Camila dos primeiros anos, teria ficado destruída. 

Dessa vez, sentou e estudou naquele mesmo dia. E estudou muito.

 

O caderno que carregou tudo

O método de Camila pode ser resumido em uma decisão: construir seu próprio material e ser fiel a ele até o fim.

  1. Construção do material próprio de estudos: assistia a vídeo aulas para magistratura federal e, durante a aula, digitava o conteúdo da forma como havia absorvido. À tarde, revisava as anotações, complementava com doutrina nos pontos que ficaram incompletos e fechava o material daquele tema.
  2. O segredo da revisão rápida: suas anotações não eram resumos copiados, eram sínteses construídas. Camila nunca colou parágrafos inteiros de livros. Dividia o conteúdo em itens, flechinhas, subpontos, tabelas. Na hora de revisar para a primeira fase, lia apenas os destaques. Se algum não fizesse sentido, subia para o trecho maior.
  3. Atualização contínua: os cadernos cresciam proporcionalmente à importância de cada disciplina. Tudo que ela estudava, aulas, cursos novos, questões erradas em provas, alimentava aquele material. E quando precisava revisar, o retorno era veloz.
  4. Lei seca e jurisprudência: usava um vademécum físico, o mesmo de 2013, que a acompanhou até a prova oral em 2023. Grifava com canetas coloridas, colava post-its com atualizações, anotava jurisprudência ao lado dos artigos. A jurisprudência era estudada aos domingos, com informativos comentados e jurisprudência em tese do STJ. 
  5. Questões objetivas:para ganhar intimidade com a forma de cobrança, ela treinava muito no início. Com o tempo, passou a usá-las apenas nas cinco semanas antes da primeira fase, para retomar a habilidade de resolver no ritmo da prova.

 

Equilibrando os pratos e aprendendo a descansar

Camila advogou durante toda a preparação. Já era casada. E no começo, fez o que muitos fazem: eliminou tudo da vida que não fosse estudo e trabalho. Sem lazer, sem exercício, sem presença real nos relacionamentos.

O resultado foi previsível: exaustão. Não apenas mental, física.

“Eu percebi que não seria possível manter uma vida tão restritiva quanto aquela que eu estava mantendo até então.”

A partir daí, introduziu momentos de descanso real. 

Não folga fixa, mas uma escuta do próprio corpo: estudava uma ou duas semanas direto, e quando sentia que não rendia mais, parava. 

E quando parava, estava presente naquele descanso, sem culpa, sem pensar em caderno.

“Quando eu estava descansando, eu estava presente nesse momento. Realmente, deixando tudo que fosse de concurso de lado.”

O estudo, ela descobriu, melhorava com descanso regular. 

A mente voltava mais afiada, mais disponível para o conteúdo.

 

A prova

Em 2023, Camila fez duas provas de segunda fase ao mesmo tempo: TRF3 e TRF4.

No TRF3, reprovou na sentença cível. 

No TRF4, passou. 

A carreira que queria, no tribunal que queria, lotada em Criciúma, a cidade onde, anos antes, tinha entrado pela primeira vez na Justiça Federal e pensado: “um dia eu vou ser juíza aqui”.

“Se eu pudesse desenhar com uma caneta como seria esse momento da aprovação, eu não teria feito ele ser tão incrível como foi quando aconteceu de fato.”

Camila vitaliciou em dezembro do ano passado. 

E quando olha para trás, não carrega arrependimento pelo tempo, carrega a convicção de que cada ano a preparou para exercer a magistratura com mais profundidade.

Quando convidada a deixar uma única palavra para quem ainda está no caminho, não hesitou:

“Persista.”

E completou: 

“Confia em ti, de verdade. Confia que o teu papel é fazer o melhor possível, porque nada na vida é por acaso. […] Quando chegar a tua prova, simplesmente vai dar certo. Não vai ter nada pra te tirar dali.”

 

Direcionamento Nível Ênfase

Camila Lapolli é a prova de que persistência, método e saúde emocional caminham juntos rumo à aprovação. 

Dez anos, onze provas e a construção paciente de um caminho que, no momento certo, entregou tudo.

Se você também quer estruturar seus estudos com direcionamento real para a magistratura, clique aqui e comece sua jornada conosco.

E para assistir a entrevista completa do João Mendes Entrevista com Camila Lapolli, clique aqui!

Abraço, 

Time Ênfase

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