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Procurador da República aos 39 anos: a história de quem não desistiu

Juntos por toda a jornada. Pela mão até a aprovação!

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A incrível história de Gustavo Borner até a aprovação.

Procurador da República aos 39 anos: a história de quem não desistiu

A trajetória inesperada de Gustavo Borner

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  • De músico a servidor
  • A vida não para enquanto você estuda
  • O erro que custou anos e o acerto que mudou o jogo
  • O ano decisivo e a família
  • Segunda fase, prova oral e o nascimento da filha
  • A ligação tão esperada
  • O que fica depois de sete anos e meio
  • Nível Ênfase

De músico a servidor

“Eu fiz direito porque não sabia mais o que fazer.”

Essa é a frase que resume o ponto de partida de Gustavo Borner, hoje Procurador da República, que compartilhou com João Mendes os bastidores de uma jornada de sete anos e meio que atravessou reprovações, pandemia, três filhas e uma virada de estratégia que mudou tudo.

Gustavo se formou pela UFRJ em 2008. 

Pegou o diploma, jogou no fundo do armário e não olhou mais para o direito por sete anos. 

Nesse intervalo, gravou CD, gravou DVD e foi investir na carreira de músico. 

A virada veio em 2015, quase por acidente. 

Um amigo o convidou para tocar num evento sobre a prova da OAB. 

A virada veio em 2015, quase por acidente. 

Um amigo o convidou para tocar num evento sobre a prova da OAB. 

Sem querer, acabou recebendo um curso de graça e decidiu fazer a prova. Tirou 70 pontos na primeira fase quando precisava de 40. Na segunda fase, escolheu tributário, e tirou 9,5.

“Comecei a tomar gosto. Vi que isso era um sinal de Deus para mim porque eu tava com vontade de estudar algo que eu não tinha. Esse foi um sinal para mim.”

Logo depois, fez a prova para fiscal de tributos em Niterói e ficou em 1.680º lugar. Foi ali que ele percebeu que precisava estudar de verdade – e em 2016, se matriculou no curso extensivo para Juiz Federal e procurador da república aqui no Ênfase.

 

A vida não para enquanto você estuda

Quando começou, Gustavo tinha 32 anos, era casado, trabalhava no TRE-RJ e era pastor na sua igreja. 

Sete anos e meio depois, chegou à aprovação com 39 anos, três filhas e uma faixa preta em jiu-jitsu conquistada no meio do caminho.

É a realidade de quem não pôde parar a vida para estudar.

“Eu não podia me dar o luxo de parar minha vida para estudar. […] Eu tive que, ao longo da minha trajetória de estudo, abrir mão de parcela do estudo para poder continuar vivendo.”

Nos primeiros anos, as reprovações eram esperadas e absorvíveis. 

A partir de 2018, quando já acumulava três anos de estudo sem passar sequer para uma segunda fase, a coisa começou a pesar de verdade.

“A cada reprovação que vinha, ficava naquela semana olhando nota de corte, o pessoal botando as notas no site, vendo, esperando sair gabarito. Era muito ruim. Muito ruim.”

Em 2020, com a pandemia e duas filhas pequenas em casa, o estudo passou a acontecer só de manhã. 

No ano seguinte, fez a prova para o MP do Rio de Janeiro – ficou dentro da nota de corte, até que um recurso mudou o gabarito de uma questão e ele ficou de fora por um ponto. 

“Eu falei: olha, eu acho que essa parada não é para mim.”

 

O erro que custou anos e o acerto que mudou o jogo

Com João Mendes, Gustavo foi direto ao ponto quando perguntado sobre o método.

“Um grande erro: mudar de material várias vezes. Eu mudava de material a cada concurso que saía. Eu fazia a reta final de algum curso, e as retas finais são ótimas para focar naquele concurso, não para pegar todo o material de uma vez. Isso me atrapalhou muito.”

A percepção que mudou tudo foi simples, mas demorou anos para chegar:

“A dificuldade não era entender a matéria. A dificuldade era reter a matéria.”

Em 2019, Gustavo adotou uma nova estratégia: pegou sinopses e material básico, imprimiu, marcou com cores – e passou a revisar o mesmo material repetidas vezes. 

Uma apostila de 50 páginas que antes levava horas passou a ser revisada em 15 minutos.

“E um grande acerto: ter o meu material básico já grifado, já maceteado, e ficar revisando ele várias vezes. Só fiz isso a partir de 2019.”

Os resultados apareceram rápido. 

No mesmo ano, fez a prova para Juiz do Rio de Janeiro e ficou por um ponto da segunda fase. Fez para Juiz de São Paulo, e ficou um ponto de novo.

 

O ano decisivo e a família

Em janeiro de 2022, Gustavo e a esposa fizeram um pacto: seria o último ano. 

Sem mais viagens para provas em outros estados, sem sacrificar a rotina das filhas.

Em setembro de 2022, saiu o edital para Procurador da República. 

Gustavo olhou e pensou: 

“Esse aí é só para ninja. É só para samurai. Eu não tenho essa qualificação. […] Falando mais sério, não é que é mais difícil do que todos os outros, é porque é muito focado numa parte da matéria que eu não dava foco nela.”

Mesmo assim, ele resolveu tentar. 

Ele conta que fez uma oração que dizia o seguinte:

“Deus, eu não aguento mais essa tortura de ficar olhando nota de corte. Se for para eu passar, eu preciso de uma pontuação que me dê certeza que eu vou para a segunda fase.”

Uma semana depois do gabarito: três pontos acima do corte.

 

Segunda fase, prova oral e o nascimento da filha

Gustavo nunca tinha passado para uma segunda fase. 

Entrou no grupo de WhatsApp com juízes, promotores, delegados e auditores.

“Eu falei: o que que eu tô fazendo aqui?”

A segunda fase foram quatro dias consecutivos de prova. 

Ele foi atrás dos pareceres dos examinadores, dos arquivos que haviam escrito, e montou um sistema de marcação em PDF para revisar. 

Passou. 

Dos 220 que foram para a segunda fase, apenas 38 avançaram.

Agora a prova oral seria em Brasília, e dez dias antes, nasceu a terceira filha – a Marina.

“Eu estava no hospital. Levei material para estudar no hospital.”

Com a esposa compreendendo o momento, as outras duas filhas em casa e um bebê recém-nascido no colo, Gustavo foi a Brasília fazer a arguição oral no dia 12 de junho. No dia seguinte, 13 de junho, completou seu aniversário de 39 anos.

A prova durou quase cinco horas. 

Cada examinador, 15 a 20 minutos frente a frente.

 

A ligação tão esperada

No dia 19 de junho, uma semana depois da oral, a comissão do concurso começou a ligar para os aprovados. 

As ligações começaram às 16h30. 

Gustavo estava no trabalho, no TRE. 

Às 19h, saiu sem ter recebido nenhum ligação.

Chegou em casa. 

Pegou o celular. 

Havia uma ligação não atendida de Brasília, no mesmo segundo ele retornou, e ao ser atendido pelo secretário do concurso, que também é Procurador, lhe disse: “meu futuro colega”…

“Quando ele falou ‘meu futuro colega’, eu desabei. Comecei a chorar de soluçar, de não conseguir falar mais nada.”

A esposa, com a Marina no colo, olhava sem saber se comemorava ou se preparava para reabilitar o marido de uma reprovação.

Sete anos e meio de estudo, três filhas, centenas de horas em cima de material grifado e um celular que finalmente tocou do lado certo – tudo isso coube num único choro que dispensava qualquer explicação.

 

O que fica depois de sete anos e meio

Gustavo terminou a entrevista com uma frase que resume não só o método, mas a sua postura diante de toda a sua trajetória:

“Um dia de cada vez.”

E deixou um recado para quem está no meio do caminho:

“Faça dos estudos apenas mais uma atividade da tua vida. […] Não abandone a sua família. Não abandone sua saúde. Porém saiba que o estudo tem que ser sério e tem que ser um pouco todo dia. […]Você não pode controlar os resultados. Você pode controlar o teu processo.”

 

Nível Ênfase

Gustavo é um exemplo de que a consistência supera condições perfeitas.

Se você também quer construir um método que funciona independentemente de onde você está na vida, clique aqui e comece sua jornada conosco.

E para assistir à entrevista completa do João Mendes com Gustavo Borner, clique aqui!

Abraço, 

Time Ênfase

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