O método infalível de Diego Peres que pode mudar a sua preparação

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A história inspiradora de Diego Peres

O método infalível de Diego Peres que pode mudar a sua preparação

A história de Diego Peres, Promotor de Justiça de Minas Gerais

O ínicio de tudo

“Atualmente sou promotor de justiça no estado de Minas Gerais.”

A frase soa simples. 

Mas ela carrega dez anos de aprovações, plantões de 48 horas, madrugadas sem dormir e uma decisão inteligente que nem todos têm coragem de tomar.

Diego Peres não nasceu com o sonho de ser promotor. 

Filho com raízes no mundo jurídico – pai na magistratura e mãe na advocacia – ele entrou no Direito quase por herança. 

Mas foi só depois de formado que entendeu o que queria: independência financeira primeiro, carreira depois.

E foi assim que tudo começou.

 

A rota que ninguém esperava

Diego não chegou ao Ministério Público pelo caminho convencional. 

Ele passou por escrivão de Polícia no Espírito Santo em 2012, por perito no Rio de Janeiro em 2014 e por delegado em Minas Gerais em 2018 – cargo que não chegou a assumir por razões financeiras do estado.

Enquanto exercia a atividade policial, algo foi mudando dentro dele:

“Muitas vezes eu me senti limitado em certas funções. Não que a carreira policial não proporcione essas possibilidades, mas a minha visão já era um pouco diferente. Eu sentia que eu podia ir um pouco além.”

Foi aí que tomou uma decisão que ele mesmo chama de ousada.

 

A estratégia que mudou o jogo

Com uma base sólida construída ao longo de anos na área policial, Diego fez algo que vai na contramão do que a maioria dos candidatos faz: abandonou o que já sabia.

“Eu fiz uma estratégia meio ousada […] que foi exatamente abandonar aquelas matérias que eu já tinha uma certa base doutrinária, base jurisprudencial, base legal […] e foquei só naquelas matérias que eu não tinha conhecimento nenhum, pouquíssimo conhecimento, como por exemplo, tutela coletiva, eleitoral, tributário, financeiro, direitos humanos.”

Sete ou oito meses focado exclusivamente nessas matérias novas. 

Nenhuma revisão do que já dominava. 

Apenas construir o que faltava.

O resultado? 

Em dezembro de 2022, Diego prestou o concurso do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, e avançou. 

Depois vieram São Paulo, o MP de Contas do Rio de Janeiro e, finalmente, Minas Gerais, onde ele futuramente seria aprovado.

 

Quando tudo parecia estar perdido

Uma das passagens mais reveladoras da sua trajetória foi na prova discursiva do MP de Minas Gerais. 

Diego saiu da sala convicto de que tinha errado a peça processual. Mais do que isso: tinha certeza.

“Descendo a escada, o pessoal comentando um negócio que não tinha nada a ver com que eu tinha colocado, mas absolutamente nada a ver.”

Ao ouvir um professor de cursinho confirmar a peça certa – diferente da que ele havia feito – Diego simplesmente desistiu mentalmente do concurso. 

Parou de acompanhar. 

Foi para outro estudo.

Dias depois, alguém ligou dizendo que o resultado tinha saído. Diego mal quis verificar. 

Até que viu o próprio nome na lista dos aprovados para a prova oral, e não acreditou.

Ele passou. Mesmo com a peça errada. Por quê? 

Porque havia fundamentado bem. Havia construído um raciocínio sólido mesmo sem acertar o núcleo da questão.

“É muito importante, mesmo que quando você não sabe responder diretamente aquela pergunta, você amarrar muito bem, você fundamentar muito bem, porque dificilmente você vai zerar uma questão, você fundamentou muito bem […] São décimos que fazem você avançar para uma prova oral.”

 

A rotina fora da curva – da maioria dos concurseiros

Você provavelmente imagina que um promotor que passou em quatro concursos diferentes estudava dez, doze horas por dia. 

Diego quebra essa expectativa sem cerimônia.

“No auge, assim, eu nunca passei disso, pessoal. Nunca estudei de madrugada.”

O máximo eram cinco horas diárias, sempre de manhã e de tarde. À noite? Treino, atividade física e descanso. A academia não era um luxo, era parte do método.

A rotina era clara e repetível: acordava por volta das 7h, reservava as duas primeiras horas para leitura de lei seca, depois passava para jurisprudência – dois informativos do STF e dois do STJ por dia – e na parte da tarde estudava ou revisava doutrina. Às 5 ou 6 horas, encerrava e ia treinar.

No domingo, traçava o planejamento da semana inteira.

“A sua mente funciona melhor assim quando você sabe o que você vai fazer no dia seguinte. Então, se eu planejo desde domingo, que eu vou fazer na segunda, terça, quarta, quinta até o domingo que vem, a minha mente já automaticamente já está organizada naquilo ali.”

 

O método infalível 

Quando o tema chegou em estratégia de estudo, Diego foi direto ao ponto e surpreendeu:

“Existe um método infalível para passar para o concurso público: aquele método que você desenvolve para você.”

Ele conta que tentou seguir métodos prontos da internet, de colegas, e nenhum funcionou. 

Foi quando resolveu jogar tudo para o alto e partir do zero, testando o que realmente funcionava para ele.

A descoberta central foi simples: 

Para temas abstratos, ele aprendia muito mais vendo videoaulas do que lendo. 

Para temas mais técnicos, a leitura direta era mais eficiente. 

Para revisar enquanto treinava, ouvia as aulas já estudadas.

“Eu fiquei uns 10 dias ou 15 dias só verificando. ‘Olha, eu vou fazer dessa forma, ver se dá certo’. […] Só quando eu descobri isso que efetivamente eu fui avançando nas fases e passando os concursos.”

Sobre questões – outro pilar sagrado para muitos candidatos – ele foi igualmente honesto:

“Eu nunca fui um cara de fazer questão. Eu fiz pouquíssimas questões.”

Não porque as questões não sejam essenciais, para muitos é, mas porque para ele não funcionavam. Outros colegas que também passaram fizeram mais de mil questões por dia. 

O que importa não é o volume, mas o autoconhecimento do que funciona para si, defende Diego.

“Você tem que se conhecer. Porque se você não se conhece, não sou eu que vou falar o que você tem que fazer.”

 

O que sustentou sua jornada

Nos momentos finais da conversa com o professor João Mendes, Diego foi convidado a deixar uma frase para quem estivesse abrindo o caderno de estudos naquele momento.

Sem hesitar, respondeu:

“Persistência e constância.”

E explicou:

“Persistência porque eu vejo muitas muitas pessoas […] falando: ‘Vou desistir, não quero mais, isso não é para mim’. Aí desiste. E muitas vezes a pessoa desiste quando o próximo concurso fosse o dela. A constância é importante nos dias que você não vai ter aquela motivação. Quase sempre você não vai ter motivação. Então, quando você se organiza mentalmente […] aquela constância faz você colocar um tijolinho na sua construção todo dia. Todo dia, todo dia. Depois você constrói seu castelo.”

E completou com uma frase que resume a virada da sua trajetória:

“Eu comecei policial e terminei promotor em 2024. Que você consiga também, fatalmente vai conseguir, só não desistir.”

 

Direcionamento Nível Ênfase

Diego é a prova de que não existe um caminho único – mas existe um ponto em comum entre todos os aprovados: o autoconhecimento aplicado ao estudo.

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E para assistir à entrevista completa do João Mendes com Diego Peres, clique aqui!

Abraço, 

Time Ênfase

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