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Concurso TRF2 – Juiz Federal Substituto: Primeiras Impressões e Prova Objetiva Comentada

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Concurso TRF2 – Juiz Federal Substituto Primeiras Impressões e Prova Objetiva Comentada

Concurso TRF2 – Juiz Federal Substituto: Primeiras Impressões e Prova Objetiva Comentada

Realizada em 12 de abril de 2026, a prova objetiva do XIX Concurso para Juiz Federal Substituto do TRF2 confirmou, com precisão cirúrgica, o padrão já consolidado das seleções organizadas pela Fundação Getulio Vargas: elevada densidade técnica, enunciados extensos e forte integração entre legislação, jurisprudência e teoria. Mais do que aferir conhecimento normativo, o exame funcionou como verdadeiro filtro de maturidade jurídica, exigindo do candidato domínio sistêmico do ordenamento, capacidade de leitura estratégica e aplicação concreta do Direito em cenários complexos. Neste artigo, analisamos a estrutura da prova, o modelo normativo adotado, o perfil de cobrança da banca e os principais destaques por disciplina, com enfoque direto na preparação para as próximas etapas do certame. Além disso, disponibilizamos a prova comentada para consulta, como material complementar de apoio ao estudo.

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  • Estrutura da prova objetiva do TRF2
  • Panorama normativo da prova objetiva do TRF2
  • Distribuição das questões por disciplinas na prova objetiva do TRF2
  • Perfil da cobrança e grau de complexidade da prova
  • Raio-X por disciplina: os pontos críticos da prova
  • Critérios de habilitação e classificação na prova objetiva
  • Caminhos possíveis a partir do resultado
  • Conclusão 

Estrutura da prova objetiva do TRF2

Composta por 100 questões de múltipla escolha e duração total de cinco horas, a etapa objetiva do concurso do TRF2 apresentou um modelo de avaliação técnico e exaustivo, com cinco alternativas (ABCDE) por item e apenas uma correta.

Sob a organização da FGV, o exame foi estruturado em três blocos temáticos, com a seguinte divisão quantitativa:

  • Bloco I (35 questões): Direito Constitucional, Direito Previdenciário, Direito Penal, Direito Processual Penal e Direito Econômico e de Proteção ao Consumidor;
  • Bloco II (35 questões): Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Empresarial e Direito Financeiro e Tributário;
  • Bloco III (30 questões): Direito Administrativo, Direito Ambiental, Direito Internacional (Público e Privado), Noções Gerais de Direito e Formação Humanística, e Direitos Humanos.

Essa arquitetura de prova exigiu do candidato uma gestão de tempo rigorosa, uma vez que o período total de cinco horas já incluía o preenchimento da folha de respostas. 

A estrutura evidenciou a intenção da banca de valorizar não apenas o domínio normativo, mas a resistência cognitiva e a maturidade interpretativa diante de enunciados extensos e casos práticos que mimetizam a rotina da jurisdição federal.

Clique aqui e acesse a prova comentada do XIX Concurso para Juiz Federal Substituto da 2ª Região, com comentários elaborados pela equipe do Curso Ênfase.

 

Panorama normativo da prova objetiva do TRF2

A prova objetiva do TRF2 evidenciou um modelo de cobrança estruturado na legislação federal, mas fortemente entrelaçado com a jurisprudência dos tribunais superiores e com a teoria jurídica contemporânea. 

Sob a organização da FGV, não bastou o domínio literal da norma: exigiu-se do candidato a capacidade de articular dispositivos legais com precedentes qualificados, em uma perspectiva sistêmica do Direito.

A legislação “seca” manteve-se como eixo central, presente de forma isolada em 55% das questões. 

Ainda assim, o diferencial competitivo esteve na jurisprudência, que apareceu isoladamente em 20% das questões e, em outros 20%, combinada com a legislação, com destaque para Temas de Repercussão Geral do STF e Recursos Repetitivos do STJ. 

A doutrina teve participação residual, mas estratégica, exigindo domínio conceitual em pontos específicos.

Esse desenho revela um padrão de cobrança que supera a lógica meramente expositiva. 

A memorização normativa, embora indispensável, mostrou-se insuficiente diante de uma prova que exigiu raciocínio em múltiplas camadas: identificar a tese firmada pelos tribunais, compreender seus limites e aplicá-la a casos concretos complexos. 

Em temas como provas digitais, judicialização da saúde e estruturas lógicas, o candidato precisou reconstruir o raciocínio decisório das Cortes Superiores.

Outro ponto de sofisticação foi a exigência de domínio da topografia normativa, especialmente em Formação Humanística. 

Não se tratava apenas de conhecer o conteúdo dos diplomas, mas sua organização interna, localização de dispositivos e estrutura principiológica, evidenciando uma leitura qualificada e estratégica.

O exame, assim, consolida uma tendência irreversível nos concursos de alta performance: a legislação, isoladamente, já não garante aprovação. O foco desloca-se para a compreensão do Direito como sistema integrado, exigindo do candidato capacidade de interpretação, articulação e aplicação técnica. 

Destacaram-se, nesse cenário, aqueles capazes de mobilizar o conhecimento de forma estruturada, perfil diretamente alinhado às exigências da magistratura federal.

 

Distribuição das questões por disciplinas na prova objetiva do TRF2

A prova objetiva do TRF2 apresentou uma distribuição que equilibrou a tradição das disciplinas nucleares da magistratura federal com a crescente relevância de temas contemporâneos, tecnológicos e interdisciplinares. 

O exame exigiu do candidato um domínio transversal, transitando entre a literalidade normativa e a densidade dos precedentes vinculantes em uma matriz de 100 questões.

Dentre os temas de maior destaque nas disciplinas cobradas, observou-se:

  • Direito Civil: responsabilidade civil (3), propriedade (2), direito de família (2), LINDB (1), defeitos do negócio jurídico (1), prescrição e decadência (1), contrato em espécie (1) e pessoas naturais (1). Total de 12 questões, com predominância de abordagem mista entre legislação e jurisprudência (50%), seguida por legislação isolada (33%) e jurisprudência (17%).
  • Direito Administrativo: bens públicos (1), ato administrativo (1), controle da administração pública (1), saúde (1), licitação (1), administração direta e indireta (1), servidores públicos (1), contratos administrativos (1), concessão e permissão de serviços públicos (1) e temas especiais (1). Total de 10 questões, divididas entre jurisprudência (40%), legislação (40%) e legislação e jurisprudência (20%).
  • Direito Processual Civil: recurso especial (1), tutela provisória (1), homologação de decisão estrangeira (1), juizados especiais (1), IRDR (1), mandado de segurança (1), aplicação das normas processuais (1), precedentes judiciais (1), competência (1) e tutela judicial dos direitos coletivos (1). Total de 10 questões, com forte ênfase na legislação (80%) e abordagem mista entre legislação e jurisprudência (20%).
  • Direito Constitucional: administração pública (3), organização do Estado (2), direitos e garantias fundamentais (1), defesa do Estado e das instituições democráticas (1) e remédios constitucionais (1). Total de 8 questões, com marcante predominância jurisprudencial (63%), seguida por legislação (25%) e abordagem mista entre legislação e jurisprudência (13%).
  • Direito Penal: crimes em espécie (2), aplicação da pena (2), pena de multa (1), causas de exclusão da culpabilidade (1), suspensão condicional da pena (1) e legislação penal especial (1). Total de 8 questões, com predominância absoluta da legislação (88%) e abordagem mista entre legislação e jurisprudência (13%).
  • Direito Processual Penal: meios de prova (2), competência criminal (2), teoria geral das provas (1), investigação preliminar (1) e teoria geral dos recursos (1). Total de 7 questões, apresentando equilíbrio entre legislação (29%), jurisprudência (29%) e legislação e jurisprudência (29%), além de 14% de cunho teórico.
  • Direito Empresarial: contratos empresariais (1), empresário (1), sistema financeiro nacional (1), propriedade industrial (1), falência e recuperação judicial (1) e títulos de crédito (1). Total de 6 questões, com predominância da legislação (83%) e jurisprudência (17%).
  • Direitos Humanos: sistema interamericano de proteção (4), pedido de refúgio (1) e proteção internacional (1). Total de 6 questões, com predominância jurisprudencial (50%), seguida por legislação (33%) e teoria (17%).
  • Direito Previdenciário: prestações previdenciárias (2), procedimento administrativo previdenciário (1), prescrição e decadência (1) e regime geral de previdência social (1). Total de 5 questões, com forte base legislativa (80%) e abordagem mista entre legislação e jurisprudência (20%).
  • Direito Tributário: responsabilidade tributária (2), tributos (1), impostos federais (1) e crédito tributário (1). Total de 5 questões, sendo 60% pautadas por legislação e jurisprudência e 40% exclusivamente por jurisprudência.
  • Direito Econômico: intervenção do Estado no domínio econômico (3) e ordem econômica na CF/88 (1). Total de 4 questões, com abordagem exclusivamente legislativa (100%).
  • Direito do Consumidor: responsabilidade civil pelo CDC (1), qualidade de produtos e serviços (1) e tutela coletiva de consumidor em juízo (1). Total de 3 questões, com predominância legislativa (67%) e legislação e jurisprudência (33%).
  • Direito Internacional Privado: condição jurídica do estrangeiro (1), fontes (1) e organização internacional (1). Total de 3 questões, todas fundamentadas exclusivamente na legislação (100%).
  • Direito Ambiental: espaços territoriais especialmente protegidos (1), águas (1) e fundamentos e definição de licenciamento ambiental (1). Total de 3 questões, com base exclusivamente legislativa (100%).
  • Direito Internacional Público: responsabilidade internacional dos Estados (1) e cooperação jurídica internacional (1). Total de 2 questões, ambas com foco exclusivamente legislativo (100%).
  • Direito Financeiro: precatórios (1) e lei de responsabilidade fiscal (1). Total de 2 questões, divididas entre legislação isolada (50%) e abordagem mista entre legislação e jurisprudência (50%).
  • Legislação Específica – Magistratura: Conselho Nacional de Justiça – CNJ (1) e ética e estatuto jurídico da magistratura nacional (1). Total de 2 questões, pautadas exclusivamente pela legislação (100%).
  • Pragmatismo, AED e Economia Comportamental: análise econômica do direito – AED (1). Total de 1 questão, baseada exclusivamente em teoria (100%).
  • Direito Digital: persecução penal e novas tecnologias (1). Total de 1 questão, integrando legislação e teoria (100%).
  • Teoria Geral do Direito e da Política: gênero (1). Total de 1 questão, com abordagem exclusivamente jurisprudencial (100%).
  • Filosofia do Direito: estrutura do Direito (1). Total de 1 questão, pautada exclusivamente por teoria (100%).

Esse panorama revela uma prova densa, que exigiu do candidato não apenas o domínio mecânico das normas, mas a capacidade de articular diferentes fontes do Direito diante de casos práticos exaustivos. 

A banca priorizou o raciocínio jurídico contextualizado, mimetizando os desafios reais da jurisdição federal na 2ª Região.

A prova funcionou como um verdadeiro filtro de maturidade. Destacaram-se os candidatos que compreenderam o ordenamento como um sistema integrado e funcional, equilibrando o conhecimento da lei seca com a aplicação segura da jurisprudência e de conceitos teóricos de vanguarda.

 

Perfil da cobrança e grau de complexidade da prova

A prova objetiva do TRF2 consolidou o padrão de alta performance e densidade técnica característico das avaliações da FGV, sendo amplamente percebida como um verdadeiro teste de resistência cognitiva. 

O grau de complexidade situou-se entre médio e elevado, exigindo do candidato uma maturidade jurídica que ultrapassa a mera memorização de textos legais, funcionando como um filtro para identificar o “juiz em formação”.

Nesse cenário, destacam-se os principais vetores que definiram o perfil de cobrança do exame:

  • Gestão do tempo e desgaste cognitivo: Composta por 100 questões a serem resolvidas em cinco horas, a prova impôs um ritmo exaustivo, onde a extensão dos enunciados, baseados em casos concretos e narrativas de investigação real, comprometeu a fluidez da resolução e transformou o cansaço físico em um filtro seletivo. 
  • A sofisticação na formulação das questões e os chamados “pontos de armadilha”: A prova apresentou itens cuidadosamente elaborados para testar não apenas o domínio do conteúdo, mas a atenção a detalhes técnicos e exceções pouco usuais. Esse grau de sofisticação revelou-se na construção de alternativas altamente plausíveis, que exigiam do candidato mais do que a identificação da regra geral, impondo a análise de nuances fáticas e distinções jurídicas sutis.
  • Dualidade entre lei seca e precedentes: A prova exigiu que o candidato operasse em “múltiplas frequências”: enquanto disciplinas como Direito Penal e Previdenciário foram surpreendentemente focadas na literalidade da norma e em detalhes de memorização (como prazos de decadência e dosimetria), áreas como Direito Tributário e Administrativo foram ancoradas quase integralmente em Temas de Repercussão Geral do STF e Recursos Repetitivos do STJ.
  • Exigência de domínio da topografia normativa: Um traço sofisticado da prova foi a cobrança da estrutura interna dos diplomas. Em Formação Humanística, por exemplo, o examinador exigiu que o candidato soubesse identificar em qual capítulo específico do Código de Ética da Magistratura (Transparência, Prudência ou Independência) determinado dever estava inserido, elevando o nível de exigência para além do conteúdo deontológico básico.
  • Interdisciplinaridade e raciocínio aplicado: O exame demandou articulação constante entre ramos distintos. Um exemplo marcante foi a exigência de resolver questões de Direito Tributário (execuções fiscais) sob a ótica da Análise Econômica do Direito, utilizando conceitos como a “demanda de valor esperado negativo”. Da mesma forma, em Processo Penal, temas como as “portas lógicas” exigiram do candidato um conhecimento técnico-digital integrado ao poder geral de cautela do juiz.
  • Vanguarda e inovação tecnológica: A banca demonstrou estar atenta à evolução do Direito ao cobrar temas contemporâneos, como a penhorabilidade de ativos digitais (criptomoedas, domínios eletrônicos e monetização de perfis sociais) e construções teóricas refinadas como a derrotabilidade das normas (defeasibility), que desafia a aplicação literal da lei diante de injustiças extremas.

O grau de dificuldade operou como um filtro legítimo: a prova separou os candidatos com melhor preparo mental e segurança técnica para enfrentar a complexidade dos litígios federais, exigindo que o futuro magistrado soubesse transitar com precisão entre a norma estrita e a jurisprudência de vanguarda.

 

Raio-X por disciplina: os pontos críticos da prova

Direito Constitucional e Direitos Humanos

As disciplinas foram marcadas por alta densidade jurisprudencial e por tensões entre o Direito interno e o sistema internacional de proteção. 

A cobrança exigiu domínio de precedentes específicos e capacidade de leitura crítica do posicionamento das Cortes.

  • Alteração de prenome e sexo no registro civil independentemente de decisão judicial;
  • Controle de convencionalidade em sua dimensão dupla, com articulação entre Constituição e tratados internacionais;
  • Conflito entre o entendimento do STF e da Corte Interamericana sobre a Lei da Anistia;
  • Racismo estrutural: reconhecimento pelo STF sem declaração de estado de coisas inconstitucional;
  • Forte incidência de precedentes internacionais envolvendo o Brasil e opiniões consultivas.

Direito Administrativo

A disciplina concentrou-se em temas com elevado grau de controvérsia jurisprudencial, exigindo leitura atualizada dos entendimentos dos tribunais superiores.

  • Judicialização da saúde, com foco na definição de competência em demandas fora das políticas públicas;
  • Alienação de controle de subsidiárias de estatais sem necessidade de autorização legislativa ou licitação;
  • Autonomia técnica das agências reguladoras e limites da intervenção judicial.

Direito Processual Penal e Crimes Digitais

Um dos eixos mais técnicos da prova, com forte presença de temas ligados à tecnologia e à adaptação do processo penal à realidade digital.

  • Provas digitais: dever de provedores fornecerem dados técnicos, como “portas lógicas”, para individualização de acessos;
  • Transposição de debates do âmbito cível para o penal, com fundamento no poder geral de cautela do juiz;
  • Distinção entre acesso lícito e ilícito a dados em dispositivos móveis;
  • Competência em crimes transnacionais e aplicação da teoria do juízo aparente.

Direito Tributário e Financeiro

A disciplina foi praticamente inteiramente construída sobre precedentes qualificados, exigindo domínio das teses fixadas pelos tribunais superiores, e não apenas da legislação.

  • Cobrança centrada em Temas de Repercussão Geral e Recursos Repetitivos;
  • Questões envolvendo contribuições como PIS/COFINS e operações de crédito exigiram conhecimento direto das teses firmadas;
  • Incidência de imposto em contratos de mútuo entre pessoas jurídicas fora do sistema financeiro;
  • Direito à restituição em substituição tributária quando a base real diverge da presumida.

Noções Gerais de Direito e Formação Humanística

A abordagem revelou um movimento de integração entre Direito, tecnologia e teoria jurídica, com forte carga reflexiva.

  • Penhorabilidade de ativos digitais, como criptomoedas, domínios e perfis monetizados, com base em seu valor econômico;
  • Derrotabilidade das normas: compreensão das regras como estruturas flexíveis, que admitem exceções para evitar resultados incompatíveis com sua finalidade;
  • Organização da Justiça 4.0, com ampliação da atuação jurisdicional em ambiente digital.

O panorama por disciplinas deixa pouco espaço para dúvida: a prova foi construída para diferenciar níveis. Não bastava reconhecer o tema, era preciso compreender sua estrutura, seus desdobramentos e sua aplicação prática. O recado é direto: aprovação, aqui, é consequência de domínio qualificado, não de acúmulo de conteúdo.

 

Critérios de habilitação e classificação na prova objetiva

A prova objetiva do XIX Concurso para Juiz Federal Substituto do TRF2 foi composta por 100 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas (ABCDE) e apenas uma correta. Cada acerto correspondeu a 1 ponto, totalizando até 100 pontos, sem aplicação de pesos diferenciados entre disciplinas ou blocos temáticos.

Para ser considerado habilitado à segunda etapa (provas escritas), o candidato precisava atender simultaneamente a dois critérios eliminatórios, conforme o regulamento do certame e as diretrizes da Resolução CNJ nº 75/2009:  

  •   Alcançar, no mínimo, 60 pontos no total da prova;
  •   Acertar pelo menos 30% das questões em cada bloco, o que representa:
  •   11 questões do Bloco I (35 questões);
  •   11 questões do Bloco II (35 questões);
  •   9 questões do Bloco III (30 questões).

Cumpridos os requisitos mínimos de habilitação (nota igual ou superior a 6,0 e desempenho mínimo por bloco) o edital prevê um modelo de corte misto para a convocação à próxima fase. 

Serão admitidos os 300 candidatos mais bem colocados na lista geral, caso haja mais de 1.500 inscritos. Já os candidatos autodeclarados negros, indígenas e pessoas com deficiência que alcançarem a nota mínima na prova objetiva deverão ser todos convocados para as etapas seguintes, independentemente da posição na classificação geral.

Em todos os casos, o edital também assegura a inclusão dos candidatos empatados na última posição, ainda que isso implique ultrapassar o número previsto de convocações por categoria.

Esse modelo de corte combinado, que articula critérios eliminatórios absolutos (nota mínima e exigência por bloco) com critérios classificatórios relativos (posição no ranking por grupo), demanda do candidato não apenas acerto em volume, mas regularidade e equilíbrio técnico entre os blocos jurídicos. 

A depender da nota de corte, estratégias restritas a conteúdos de domínio pessoal tendem a não se sustentar, exigindo maturidade em temas de vanguarda e na “malícia” da banca examinadora.

A lógica de avaliação adotada pela FGV reflete o perfil profissional buscado para a magistratura federal na 2ª Região: um juiz com formação jurídica ampla, raciocínio interdisciplinar e alta capacidade de análise integrada, apto a enfrentar a complexidade dos litígios sob a jurisdição do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

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Caminhos possíveis a partir do resultado

Para quem não alcançou a pontuação mínima, este é o momento de fazer um diagnóstico honesto, revisar a estratégia, mapear fragilidades e recalibrar o estudo. 

A prova foi clara ao indicar o que realmente importa: interpretação qualificada da legislação, domínio consistente da jurisprudência e habilidade para lidar com problemas jurídicos complexos.

Não se trata de recomeçar, mas de ajustar a rota com mais método e consciência do jogo.

Para os habilitados, o foco agora se desloca integralmente para a fase discursiva, que tende a ser o verdadeiro divisor de águas. 

Nessa etapa, sobressaem a precisão da escrita jurídica, o uso adequado de precedentes e a capacidade de construir raciocínios bem estruturados. Diante de casos práticos densos e multifacetados, a falta de preparo pode comprometer toda a performance.

É justamente nesse ponto que a preparação precisa mudar de nível. A segunda fase não reprova por falta de conteúdo, mas por falhas de execução, especialmente em estrutura, técnica e argumentação.

Pensando nisso, o Ênfase desenvolveu a 2ª Fase TRF2 com Correção Individualizada, um treinamento voltado para candidatos que já estão em alto nível e buscam ajuste fino na performance. 

Com 6 sentenças inéditas corrigidas individualmente, feedback personalizado e simulação fiel ao padrão da FGV, o curso permite identificar com precisão onde estão as perdas de pontos e como corrigi-las de forma objetiva.

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Conclusão 

A prova objetiva do TRF2 reforçou o perfil de avaliação exigente e tecnicamente refinada que caracteriza os certames da magistratura federal. Não se tratou de uma simples verificação de normas: foi um verdadeiro teste de resistência cognitiva, maturidade jurídica e capacidade de aplicar o Direito com lógica, precisão e densidade argumentativa.

Com um conjunto amplo de disciplinas exploradas e uma matriz de cobrança ancorada majoritariamente na legislação (55%), o exame apresentou uma dependência profunda da jurisprudência (20%) e do uso combinado entre fontes normativas e jurisprudenciais (20%), além de participações pontuais da teoria (4%) e da combinação entre legislação e teoria (1%). 

A prova evidenciou que, para exercer a magistratura na 2ª Região, não basta o domínio textual da norma; a “malícia” da banca FGV exigiu que o candidato dominasse a topografia dos diplomas legais e a aplicação de precedentes qualificados em casos práticos exaustivos.

Exige-se do candidato uma capacidade de interpretação sistêmica, raciocínio jurídico refinado e proficiência na aplicação integrada das diversas fontes do Direito, especialmente diante de temas de vanguarda como ativos digitais e transnacionalidade. 

Mais do que medir o volume de conteúdo decorado, a FGV buscou identificar quem consegue pensar como magistrado: alguém capaz de interpretar, decidir e fundamentar com responsabilidade institucional e visão estratégica do ordenamento jurídico.

Quer entender melhor os desafios, exigências e etapas da carreira na magistratura federal? Clique aqui e confira o artigo “Juiz Federal: do concurso à carreira — tudo o que você precisa saber”, com um panorama completo sobre o cargo, a preparação e a rotina de atuação.

Agora que você compreendeu o perfil da cobrança e os critérios adotados, é hora de planejar os próximos passos com clareza e método.

No Curso Ênfase, oferecemos mais do que conteúdo: entregamos direção. Seja para avançar com solidez rumo à prova discursiva e de sentenças, seja para reconstruir sua preparação com base em dados e estratégia, nossa equipe está com você. 

Com simulados autorais, questões comentadas e orientação especializada, traçamos, junto com você, o caminho até a magistratura federal.

Porque, para o Ênfase, a aprovação é só o começo. Nosso compromisso é com a sua trajetória.

Escrito por Letícia Trajano. Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduada em Advocacia Trabalhista e Previdenciária. Revisora Jurídica no Curso Ênfase.

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